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Saúde

Ministério da Saúde anuncia compra de até 20 mil doses da vacina contra mpox

A compra de vacinas contra a mpox tem caráter preventivo para atender demandas dos estados e reforçar o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS)  |  Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF

Publicado em 06/11/2026, às 15h41   Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF   Sophia Souza

O Ministério da Saúde autorizou a aquisição de 20 mil doses da vacina contra a mpox para reforçar o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS). 

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A compra de vacinas tem caráter preventivo para atender demandas dos estados, mesmo que o número de casos tenha reduzido em todo país. Em 2026, foram confirmadas 665 infecções, número 94% menor que o registrado em 2022, quando o Brasil contabilizou mais de 10 mil casos.

A estratégia de vacinação

A estratégia nacional de vacinação é priorizar pessoas vivendo com HIV/aids que apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³. Além deles, pessoas com CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus.

O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias. Grupos prioritários devem procurar os centros de referência onde realizam acompanhamento para cadastro e agendamento.

Para quem foi exposto ao vírus, a vacinação é recomendada nos primeiros quatro dias, mas pode ser aplicada em até 14 dias. Após esse período inicial, a proteção contra a infecção é menor, embora a vacina ainda possa reduzir o risco de agravamento da doença.

O que é mpox?

A mpox é um doença viral transmitida principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções corporais e objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençois. 

Entre os sintomas estão febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, fraqueza e erupções cutâneas, que podem evoluir de manchas para bolhas e crostas. As lesões normalmente aparecem no rosto, nas mãos, nos pés, na boca e na região genital.

A maioria dos casos apresenta uma evolução leve a moderada e os sintomas costumam durar de duas a quatro semanas. Pessoas com sintomas devem procurar atendimento, assim como aquelas que tiveram contato próximo com os infectados. 

O Ministeŕio da Saúde segue monitorando a doença em parceria com estados e municípios, por meio da notícias de casos suspeitos, investigação epidemiológica, exames laboratoriais e acompanhamento de contatos.

Classificação Indicativa: Livre


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