Vida
Publicado em 18/09/2026, às 13h08 - Atualizado às 16h08 Foto: Reprodução Gustavo Leal
Uma pesquisa realizada pelos Institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com a colaboração da Uber, aponta que 94% das mulheres brasileiras sentem da violência que acontece no dia a dia do país. O levantamento também apontou que quase 8 em cada 10 mulheres, cerca de 78%, afirmaram já ter sofrido algum tipo de violência, principalmente psicológica. Entre os homens, cerca de 84% afirmam sentir insegurança.
A pesquisa ouviu 1500 de nas cinco regiões do país. A pesquisa “Segurança das mulheres: percepção da sociedade brasileira sobre a violência” entrevistou pessoas a partir dos 16 anos entre 22 e 30 de abril de 2022, por meio de um formulário digital. A margem de erro do levantamento é de 2,8 pontos percentuais.
Nove em cada dez brasileiros (89%) relataram medo da violência no dia a dia. Nos deslocamentos urbanos, os números saltam para 92%. Quase oito em cada dez mulheres (78%) relatam ter passado por pelo menos um tipo de agressão, isso significa que cerca de 68,2 milhões de brasileiras já foram violentadas. A violência psicológica foi a mais citadas, com um índice de 31%.
80% das respondentes afirmaram que o medo da violência impacta diretamente várias esferas de suas vidas. 62% decidiram mudar os hábitos de lazer, 58% deixaram de frequentar lugares que gostavam e 45% optaram por não aproveitar oportunidades de estudo ou trabalho.
Cerca de 98% das respondentes afirmam mudar comportamentos e hábitos de rotina para se protegerem. 90% evitam locais específicos, 88% não se expões dados pessoais nas redes, 84% não usam celular na rua e 83% evitam sair à noite.
Além disso, as brasileiras comentaram que não se sentem seguras em paradas e transporte público, lugares que lideram a sensação de insegurança. Roubos de celular é o quase uma unanimidade, 97% sentem esse medo. Em seguida na lista, também aparecem: Furto de objeto (96%), invasão de residência (95%) e violência sexual (94%).
Vera Vieira, diretora executiva do Instituo Patrícia Galvão, comentou que a insegurança está cada vez mais clara e evidente. “Se transformou numa rotina de cálculos e renúncias silenciosas, em que quase todas as mulheres brasileiras precisam evitar lugares, mudar trajetos, abrir mão do lazer ou reconsiderar até uma oportunidade de trabalho por medo da violência", disse.
Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, diz que medo vivenciado pelas mulheres por suas experiências de violência. "Na prática, mulheres e homens não vivem a cidade da mesma maneira já que, para as mulheres, o acesso aos espaços e às oportunidades é constantemente condicionado pela preocupação com a própria segurança", afirmou Maíra.
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