Fotos: Roberto Viana / Bocão News
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Cerca de 280 estudantes de Veterinária e Zootecnia da Escola de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba), estampando as cores verde e branca representando os dois cursos, fizeram uma manifestação durante todo o dia desta segunda-feira (6) no bairro da Ondina, em Salvador, a fim de protestar contra a falta de infraestrutura da instituição e do Hospital Renato de Medeiros Neto (Hospmev), vinculado à Escola.
Munidos de cartazes, apitos e carro de som, eles bloquearam uma das vias da Avenida Ademar de Barros desde as 8h causando congestionamento no trânsito sentido Garibaldi-Orla, sendo liberado por volta das 14h.


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De acordo com os alunos, várias reformas foram iniciadas, mas não foram concluídas, comprometendo o acesso dos alunos às aulas. A estudante de Veterinária Diana Mello, 27, que está no 10º semestre, conta que inicialmente foram realizadas duas assembleias gerais com a participação do corpo docente, diretores e alunos, no qual foram apontados os problemas referentes às obras dos dois prédios, que segundo ela, estão abandonadas.
“Essa manifestação é para chamar atenção para o descaso do ensino público. Estamos com acesso de alunos, sem transportes para aulas práticas nas fazendas, sem laboratórios, sem sala de aula, sem água e para piorar os prédios novos que foram construídos já apresentam rachaduras e parte da parede está comprometida”, conta.

Outra reivindicação dos estudantes, ainda segundo Diana, é a falta de prestação de contas da verba do Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). “Inicialmente só existia o curso de Veterinária com 110 alunos anuais, aderindo o Reuni, eles dariam uma verba para construir novas salas, laboratórios multiuso e ampliar de 110 para 150 vagas anuais para Veterinária e 40 vagas para Zootecnia. Aderimos ao Programa e nada de verba”, ressalta a estudante.

O ex-diretor do Hospmev João Moreira, que estava acompanhando o protesto, disse apoiar à manisfestação. “É extremamente válida. A administração já tem consciência da situação enfrentada pelos alunos e demora a tomar decisão”. Ele ainda informa que a empresa responsável pelas obras, a A3, descumpriu o contrato. “A obra prevista para ser concluída em oito meses, já se arrasta a dois anos e três meses”.
Após o protesto, os alunos vão se reunir para avaliar o movimento e repassar para a Reitoria da Ufba as reivindicações, caso não sejam atendidas os estudantes ameaçam realizar novas manifestações.
Matéria postada dia 06.06.2011, às 13h12 e atualizada às 18h16