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Bahia pode se tornar uma das maiores fronteiras agrícolas do país, diz secretário da Seagri

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Na Bahia, setor agrícola se destaca na produção de grãos, algodão, cacau, laranja  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik

Publicado em 22/11/2024, às 09h58   Publicado por Vagner Ferreira



O secretário de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) da Bahia, Wallison Tum, acredita que o estado pode se tornar uma das maiores fronteiras agrícolas do país, por meio da produção de grãos, ao lado do Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

"A Bahia é o estado com maior potencial de crescimento do agronegócio brasileiro, já que tem clima, recursos hídricos em abundância, além de terras e áreas a serem exploradas e cultivadas", afirma Tum.

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De acordo com informações do portal Exame, dentre os projetos que podem contribuir para essa meta na Bahia, o secretário ressaltou: uma indústria para produção de suco de laranja com operações no estado, além de um pacote de incentivos fiscais para atrair empresas para o ramo; a ampliação de parcerias com entidades como a Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb) e o Sebrae Bahia, para profissionalizar o produtor; uma grande indústria para a região baiana, cuja instalação estava sendo disputada com o Mato Grosso.

Os programas Prodeagro e Fundeagro também devem ter aumento nos investimentos do governo em relação à produção de algodão. O primeiro deve receber R$ 60 milhões e o segundo tem estimativa para R$ 28 milhões, compondo índices de 50% e 47%, respectivamente, em relação a 2024, que recebeu o valor de R$ 77,7 bilhões em relação ao Plano Safra 2023/2024.

"As pessoas estão saindo dos grandes centros, estão vindo para o interior porque o agro está gerando emprego e renda. O agro está oferecendo oportunidade de trabalho e qualidade de vida no interior do estado. A Bahia está recebendo produtores do Brasil inteiro", assegura Tum em reportagem ao Exame. 

A Bahia já tem um histórico positivo em relação ao agro. O estado é o segundo maior produtor de algodão do país, com área plantada em 345.431 hectares, atrás apenas do Mato Grosso. Os municípios de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras são os que mais colabora para a produção desse produto, além de ter destaque também na soja e milho. 

Já Ilhéus tem reconhecimento nacional pela produção de cacau, São Desidério ocupa a segundo colocação em nível nacional, com produção avaliada em R$ 7,7 bilhões, sobretudo em relação aos grãos, e Formosa do Rio Preto está em sétimo lugar, com R$ 5,7 bilhões. Vale destacar que o Ministério da Agricultura e Pecuária elencou sete cidades da Bahia entre as cem mais ricas do agronegócio. 

O presidente da Faeb, Humberto Miranda, associou, em reportagem à Exame, a localização do estado como um dos principais motivos para o destaque no setor. "Temos Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. Somos um estado que, apesar de estar no semiárido, nós temos um potencial hídrico fantástico e temos a maior área que corta o Rio São Francisco no Brasil. E por último, nós temos gente".

De acordo com a Seagri, o agronegócio da Bahia compõe 21,1% do Produto Interno Bruto (PIB), com 53,4% de exportações e, consequentemente, gera movimentação no aumento dos empregos. A expectativa é de que sejam produzidas 13,1 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/25, conforme informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Wallison Tum acredita que os profissionais do segmento precisam de capacitação e qualificação para que o setor continue crescendo. “Nosso foco é capacitar a população local, identificando a vocação da região para implementar projetos que agreguem valor ao que já é produzido. Em vez de deslocar a mão de obra, estamos levando as indústrias até as regiões onde há força de trabalho disponível", adiantou.

Já Humberto Miranda aponta que o setor precisa de melhorias na infraestrutura. "Ainda enfrentamos estradas em condições muito ruins, resultando em desperdícios de 10% até 12% durante o transporte. Imagine perder 12% de um produto apenas no deslocamento. Temos um desafio crucial na infraestrutura de conectividade, que é essencial não apenas para o agronegócio", observa.

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