BNews Agro
Publicado em 02/01/2025, às 11h29 - Atualizado às 11h46 Publicado por Vagner Ferreira
Devido ao desempenho de 2024, tanto o cacau quanto o café devem ser os destaques do ano. De acordo com informações da CNN Brasil, ambos possuíram as commodities com maiores ganhos pelo segundo ano consecutivo, em relação ao déficit global de oferta. Em contrapartida, o carvão siderúrgico teve recuo em função do crescimento lento da China.
O cenário de commodities deve ser impactado em 2025 pelas tensões comerciais globais e pela alta das tarifas, sobretudo pelo retorno de Donald Trump à Casa Branca. O dólar e o apelo do ouro devem atrair investidores para os preços de metais preciosos. Mas o grande número de ofertas pode ser prejudicial para o petróleo pelo terceiro ano seguido.
Em relação ao cacau, o chocolate teve aumento expressivo do preço repassado aos consumidores - foi triplicado - em 2024, ultrapassando o lucro de outras commodities. O contrato deste produto chegou a um valor recorde de 12.931 dólares por tonelada métrica em Nova York, por causa de uma menor entrega pela África Ocidental na quarta temporada consecutiva, segundo a CNN.
A Costa do Marfim e Gana, ambas produtoras de cacau, tiveram recuo na safra devido às mudanças climáticas que envolveram os plantios. O café foi fortemente afetado pela seca severa, e, assim, o arábica na ICE alcançou o preço mais caro em 40 anos.
Em relação ao petróleo bruto e aos metais a granel, os tipos Brent e petróleo bruto WTI tiveram queda na safra pela terceira vez seguida em análise anual. Já o minério de ferro registrou perda nos valores e deve ter o fechamento anual de 2024 em 15%.
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