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Empresa utiliza IA para monitorar estoque de carbono em fazendas; entenda

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Proposta tende impulsionar compromisso de alcançar pecuária de baixo carbono  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik

Publicado em 15/01/2025, às 11h51   Publicado por Vagner Ferreira



A Marfrig, uma das maiores produtoras de carnes do mundo, começou a operar um projeto-piloto, junto com a fintech Agrorobótica, para utilizar a Inteligência Artificial (IA) com o intuito de medir o estoque de carbono das fazendas de gado, conforme informações do portal Uol. 

O primeiro passo foi a verificação dos solos de propriedades que ofertam gado à Marfrig no Mato Grosso, com técnica semelhante ao que é feito pela Nasa no solo de Marte. O CEO da Agrorobótica, Fábio Angelis, explica: "Com laser, retiramos amostras que vão para análise com IA. O resultado aponta 23 parâmetros deste solo entre nutrientes, textura e carbono. Com estes dados é possível melhorar o estoque e sequestro de carbono de cada local e assim entrar em programas de créditos". 

De acordo com a reportagem, a coleta não gera nenhum resíduo químico no local e é realizada através do laser LIBS, com diferentes profundidades do solo. O objetivo, segundo a Marfring, é impulsionar uma pecuária de baixo carbono, totalmente rastreada, gerando desmatamento zero e com mais produtividade em 2025. 

"Para quem trabalha com agropecuária, a qualidade do solo é essencial. Um pasto degradado é ruim para tudo, inclusive para o animal. Ao melhorar o solo, você melhora também a qualidade do capim, além de, claro, a capacidade de sequestro e estoque de carbono. Com um carbono de alta qualidade você tem a possibilidade também da geração de créditos, que pode ser convertido em remuneração ao produtor, uma fonte de renda extra", explica à reportagem o diretor de sustentabilidade da Marfrig, Paulo Pianez.

Segundo o diretor, os resultados podem aumentar a produtividade do setor pecuário no país. "Com dados colhidos de forma rápida e eficiente, é possível ter uma pecuária de baixa emissão e utilizar menos áreas, por exemplo, diminuindo a abertura de novas. Já existem áreas suficientes para dobrar a produção no Brasil: com o manejo certo sobra espaço, não existe nenhuma necessidade de desmatamento. A tal da agropecuária regenerativa nada mais é do que isso: medidas das capacidades do solo”, concluiu Pianez.

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