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Exportação de soja: Brasil pode se beneficiar em meio à guerra comercial entre China e EUA

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China paralisou compras de soja nos EUA e Brasil pode ocupar esse espaço  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 07/10/2025, às 11h49



A China paralisou as compras de soja nos Estados Unidos e o Brasil pode ocupar esse espaço, segundo um levantamento da American Farm Bureau Federation, que é uma das principais entidades do agronegócio norte-americano, conforme o portal Uol. 

De acordo com a reportagem, a China realizou a compra de 26,5 milhões de toneladas de soja nos EUA em 2024, respondendo por metade de sua importação do produto. No entanto, neste ano, o número caiu para 5,8 milhões de toneladas.

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"Durante junho, julho e agosto, os EUA praticamente não enviaram soja para a China, e a China não comprou nenhuma soja da nova safra para o próximo ano comercial", informou a entidade, segundo a reportagem. 

Por outro lado, o Brasil contabilizou mais de 77 milhões de toneladas de soja para a China. A Argentina também entrou na jogada, mas alcançou um limite de US$ 7 bilhões nas exportações. 

Redução nas exportações de soja

Os produtores de soja dos EUA estão irritados com o atual cenário, que está sendo influenciado pela postura do presidente Donald Trump. "Os produtores de soja do nosso país estão sendo prejudicados porque a China, por razões de 'negociação' apenas, não está comprando", escreveu Trump, em sua rede sociais. "Ganhamos tanto dinheiro com tarifas que vamos pegar uma pequena parte desse dinheiro e ajudar os nossos agricultores", continuou. 

O republicano direcionou US$ 22 bilhões como forma de ajuda para os agricultores americanos em 2019 durante a primeira guerra comercial de Trump com a China. A entidade também pontua os efeitos dos preços internacionais. 

"A ampla oferta global e a demanda de exportação mais fraca estão pesando fortemente sobre os preços do milho, da soja e do trigo dos EUA, reduzindo as receitas agrícolas, apesar das fortes colheitas", comunicou, segundo a reportagem. "Isso é agravado pelos baixos níveis de água no Rio Mississippi, que estão aumentando os custos de transporte", continuou.

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