BNews Agro
por Vagner Ferreira
Publicado em 04/07/2025, às 09h52 - Atualizado às 11h08
Fatores como altos juros, desaceleração econômica e tensões geopolíticas estão pressionando os insumos agrícolas da Safra 2025/26, tornando, assim, a produção brasileira mais cara. De acordo com informações do portal Globo Rural, esses pontos influenciam fortemente na produção brasileira, mais especificamente no câmbio e nos custos.
O diretor de agronegócios do Itaú BBA, Pedro Fernandes, ressaltou o impacto na cultura do milho e da soja, com previsão de aumento nas produções brasileiras. Ele informou, no entanto, que foram vendidos menos de um terço dos fertilizantes para a safra e, ainda assim, não há sinal de redução nos preços. Os fertilizantes, por sua vez, devem contar com vendas de 80% segundo projeções.
“Vai haver aumento nos custos de produção da soja, mas para o milho safrinha talvez seja ainda mais complicado”, disse ele, conforme a reportagem. Os preços nas safras de laranja e café também recuaram nas últimas semanas.
Vale ressaltar que a valorização do real impulsionou maiores níveis de importações no país, desvirtuando as projeções de exportações de arroz. A queda nos preços de soja, milho e derivados, tem influenciado na baixa nos preços da ração animal. Assim, produtores de aves e bovinos devem enfrentar uma safra mais favorável, mesmo com a recente crise aviária.
Projeções gerais
A soja deve apresentar um novo recorde na produção brasileira da safra, com total médio de 174 milhões de toneladas, sendo 2,3% acima da produção de 170,1 milhões de toneladas estimada para o ciclo 2024/25, conforme levantamento da Consultoria Agro do Itaú BBA.
Em relação ao milho, o aumento deve ser de 1,5%, ocupando 22,6 milhões de hectares. A consultoria projeta, no entanto, custos de produção mais altos em 8% na nova safra. A estimativa de produção é de 130,4 milhões de toneladas, com incremento de 0,3% em comparação com a safra anterior.
Em relação ao café brasileiro, a Safra 2025/26 deve ser marcada por custos mais baixos na produção e preços mais altos. O cenário deve melhorar mesmo na Safra 2026/27, com previsão de um clima mais estável, podendo registrar uma produção média de 70 milhões de sacas de café, sendo 7,7% a mais que a do ciclo anterior.
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