BNews Agro
A quarta edição do Festival Baiano de Cafés finalizou e foi recorde de público, com cerca de 3 mil visitas diárias. Realizado nos dias 15 e 16 de agosto, no Trapiche Barnabé, em Salvador, o evento foi marcado pela presença de inúmeros empreendimentos do interior, além de mulheres e mais diversidade.
Ele reuniu 71 marcas e permitiu que o interior da Bahia crescesse no ramo dos cafés especiais. O Festival Baiano de Cafés é realizado pela Xodó Cafés Especiais e Rede AMO.
Para Brenda Matos, especialista em cafés e responsável pela organização do evento, esse ano foi feito história. “O Festival já se calendarizou como evento sólido no cenário cultural e econômico de Salvador e da Bahia inteira, que acontece com ou sem apoio das instituições públicas e privadas. Transformar o cenário de cafés da Bahia e trazer muito mais visibilidade para o nosso trabalho. Ano que vem o café completa 300 anos de chegada ao Brasil e nós temos muito o que resgatar sobre isso”, comemora a organizadora.
Para ela, um ponto que fez toda a diferença foi a inclusão de pessoas de outros locais. Isso ajudou a dimensionar o alcance do evento para além da capital. Das marcas presentes, 63,4% vieram do interior da Bahia, 29,6% eram de Salvador e 7% vieram de outros estados.
O objetivo do evento é aproximar diferentes elos da cadeia de produção do café, como os produtores, torrefações, cafeterias, especialistas, compradores e consumidores. A programação foi composta por palestras, oficinas e degustações, Além de outras atividades de formação e experiências.
Os números também mostram que as mulheres representaram 70,8% dos palestrantes e oficineiros nesta edição. Esse protagonismo está de acordo com um dos eixos do evento: colocar as mulheres cafeicultoras como destaque da programação.
Entre os participantes, metade eram da comunidade LGBTQIAPN+ e 41,7% se autodeclararam pretas ou pardas. Isso revelou uma grande diversidade de interessados.
O evento contou com a participação da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), que ficou responsável pela Arena de Torra, em parceria com a Kaleido. O Projeto ABIC Nano Torrefações foi a iniciativa apresentada e tem como objetivo o fortalecimento de nano e microtorrefações no país.
O primeiro lugar foi para o café Fazenda Divino Espírito Santo, de Piatã, na Chapada Diamantina. Em segundo lugar ficou para RF Martinelli/Café dos Ventos, de Morro do Chapéu, enquanto o terceiro lugar foi para o Café Grão de Luz, também de Piatã.
Como prêmio, o café vencedor receberá a produção de um documentário realizado na fazenda e que será exibido durante o Festival Baiano de Cafés de 2027. A ideia é contar a história por trás do café, seu território e o processo de produção.
Classificação Indicativa: Livre
Despencou o preço
Imperdível
super desconto
Smartwatch barato
Qualidade JBL