BNews Agro
por Verônica Macedo
Publicado em 15/04/2025, às 09h31 - Atualizado às 10h08
As indústrias de fertilizantes e de baterias de carros elétricos estão em franco crescimento e têm demandado a utilização de fosfato como insumo para a produção dos dois produtos. Sendo assim, a perspectiva é que a competição pelo minério se intensifique nos próximos anos.
Uma reportagem de o portal Globo Rural revelou que “em um relatório que apresentou a investidores em março, a multinacional de insumos agrícolas Mosaic atestou que há um forte interesse no uso da matéria-prima no mercado bilionário de baterias automotivas à base de lítio, ferro e fosfato (LFP, na sigla em inglês). Até recentemente, o fosfato servia, basicamente, à indústria de fertilizantes”.
Ainda de acordo com a matéria, “a nova demanda já se reflete sobre o valor do fosfato, em particular na China. A tonelada do DAP (fosfato diamônico) chinês estava custando US$ 583,50 até o dia 5 de abril, informou o boletim mensal da consultoria americana Trading Economics, que publica os valores da commodity diariamente. Os relatórios baseiam-se na cotação do produto na bolsa de Chicago. Segundo a consultoria, o preço do DAP nos Estados Unidos subiu 1,47%, ou o equivalente a US$ 8,50 por tonelada, desde janeiro de 2025. A cotação nos EUA costuma ser a referência global”.
“O fosfato é necessário para a construção de baterias e, por ser mais barato [do que outras tecnologias], as montadoras chinesas puxam o aumento dessa demanda. Isso vai gerar competição com a indústria de fertilizantes”, informou André Maranhão, especialista em engenharia automotiva e mestre pela Universidade de São Paulo (USP), na entrevista dada ao Globo Rural.
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