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Mercado de carne bovina continua forte, diz relatório de banco holandês

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No Brasil os preços no varejo subiram 51% ao longo dos últimos dois anos  |   Bnews - Divulgação Pixabay

Publicado em 27/08/2022, às 08h54   Redação BNews



O mercado global de carne bovina continua forte, com os preços no varejo mantendo a tendência de alta ou ficando estáveis no segundo trimestre, é o que aponta disse um relatório trimestral sobre o setor do Rabobank.

O documento, no entando, aponta sinais de diminuição da confiança do consumidor, diante da desaceleração econômica e da alta da inflação.

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Segundo reportagem do Canal Rural, embora os preços globais de carne bovina no segundo trimestre não tenham subido muito em relação ao trimestre anterior, ainda estão entre 5% e 11% mais altos na comparação anual, disse o Rabobank.

De acordo com a instituição financeira, no Brasil os preços no varejo subiram 51% ao longo dos últimos dois anos, refletindo fortes volumes de exportação.

“Embora os estímulos do governo e a Copa do Mundo possam sustentar o interesse do consumidor nos próximos meses, no prazo mais longo os preços mais altos serão um teste para o consumidor brasileiro e provavelmente resultarão em um maior volume sendo direcionado à exportação”, afirmou o banco.

O Rabobank diz que os mercados de carne bovina costumam ser resilientes a mudanças nas condições econômicas, mas que há sinais de que consumidores podem migrar para opções mais baratas como carne moída e fast food.

“Os volumes de produção nas principais áreas exportadoras devem continuar relativamente equilibrados nos próximos 12 meses, com aumentos de volume na Austrália e no Brasil contrabalançando uma queda esperada nos EUA”, disse o banco.

Ainda de acordo com o Rabobank, os efeitos do relaxamento das restrições associadas à pandemia de covid-19 – alta da inflação e menor crescimento econômico – estão começando a afetar os hábitos de consumo e podem levar a uma maior demanda por aparas de carne, que têm preço mais baixo.

EUA, China, Japão e Coreia do Sul estão entre os principais importadores desse item. Como esses países devem enfrentar condições econômicas adversas no segundo semestre, o banco espera um aumento no consumo de aparas.

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