BNews Agro
Durante o programa BNews Entrevista, da BNews TV, o presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Luiz Carlos Bergamaschi, comentou os bons números da safra de algodão de 2024 e explicou algumas das práticas adotadas que permitiram o sucesso deste ano.
"A safra foi muito boa. Tivemos um começo de ano, a safra passada teve um El Niño forte, classificado como forte, então a distribuição das chuvas é afetada por esse El Niño. Aí que valeu o que o produtor faz, onde tínhamos palhada, quem não conhece muito bem, mas aquela proteção do solo com palha, e é o sistema plantio direto, permitiu que aquela umidade permanecesse no solo. Então, ela permite duas coisas: que a chuva infiltre no solo e que também não se perca água quando não está chovendo ou é muito pouco. Então, essa vantagem mitigou um pouco os efeitos do El Niño. A cultura foi plantada, depois, nos meses seguintes, o tempo colaborou e tivemos aí uma boa produtividade, uma boa safra de algodão. Então, tudo isso, nos 345 mil hectares plantados com uma boa produtividade", disse.
A colheita do algodão no estado referente à safra 2023/2024, iniciada em maio, foi encerrada no dia 19 de setembro. A área total plantada no estado foi de 345 mil hectares, sendo 247.609 hectares em regime de sequeiro e 97.821 hectares em áreas irrigadas.
Ao final da colheita, segundo a Abapa, a produtividade média foi de 325,45 arrobas de algodão em caroço por hectare, um pouco menor que as 330,8 arrobas por hectare da safra anterior. Entretanto, o número ainda assim superou as expectativas, considerando os imprevistos climáticos enfrentados pelos produtores.
Bergamaschi também destacou a qualidade da fibra.
"E, aliado a isso tudo, que é importante para o mercado e o consumidor também nos entenda, tem que ter qualidade no algodão. O mercado exige qualidade para ter um fio resistente, um fio com bom comprimento, índice de fibra curta, enfim. São dados que trazem essa agricultura aliada com o mercado", ressaltou.
O presidente da Abapa também salientou que a plantio da próxima safra já está prestes a começar.
"E agora estamos plantando a próxima safra. Acreditamos que deva ter um aumento de área, em torno de 10%. Mas isso só saberemos lá no final de plantio, que é dia 10 de fevereiro do ano que vem. O produtor está pronto pra plantar, as chuvas na região estão vindo muito bem esse ano, estão melhores que no ano passado. O algodão planta agora no sudoeste, a partir do dia primeiro, tem outra região que planta a partir do dia 11 agora e a região oeste, que á maior área, a partir do dia 21. Aliado a tudo isso, as boas práticas que temos feito, a questão fitossanitária ainda é uma preocupação. E esse ano, através de uma portaria da ADAB, incluímos um plantio antecipado, um plantio isca, e por que isso é importante? Porque eu consigo manejar melhor o bicudo, em uma faixa pequena, o bicudo do algodoeiro, que é uma praga importante, destruiu essa cultura no passado, mas eu consigo usar menos produtos químicos, defensivos, para controlar essa praga. Então, são práticas que se vem adotando de maneira global para tornar a produção mais eficiente em termos de uso de produto, em termos de custo de produção e entregando, assim, o máximo, fazendo o mínimo. Isso é o que garante, então, essa produtividade e esses resultados", pontuou Bergamaschi.
Confira a entrevista na íntegra:
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