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São João da Bahia 2025: Festejo movimenta comércio de vestuários e alimentos; confira estimativas

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São João é um dos períodos que mais movimentam o comércio; saiba mais  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Fecomércio
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 22/06/2025, às 06h00



O São João é um dos períodos que mais movimentam o comércio. De acordo com dados disponibilizados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo da Bahia (Fecomércio-BA), os segmentos que devem ser aquecidos são os de vestuário e supermercados, com projeção média de aumento em 2%, em comparação com o mesmo período do ano anterior, e um faturamento estimado em R$ 2 bilhões.

“São foliões em busca de tecidos e roupas típicas para aproveitar as festas. No setor de alimentos, observa-se uma procura intensa por insumos para a preparação de pratos juninos, como canjica, bolo de milho, cuscuz, entre muitos outros. Além disso, há uma demanda por mantimentos para abastecer a casa durante viagens com familiares e amigos, visando às refeições do período”, descreveu o presidente do Sistema Comércio BA - Fecomércio, Sesc e Senac -, Kelsor Fernandes.

Este ano, um dos principais alimentos da comida típica junina, o milho, está com preço em queda nos mercados brasileiros. “Segundo o IBGE, o milho em conserva, utilizado como referência de preço, apresentou recuo de quase 13% na Região Metropolitana de Salvador em um ano até abril. Já o fubá de milho, outro produto com dados disponíveis nacionalmente pelo Instituto, teve queda de 4,37%”, contou o consultor econômico do Sistema Comércio BA, Guilherme Dietze.

No geral, a Fundação Getúlio Vargas apontou aumento nos preços dos itens típicos das festas juninas, com mais 1,6% na média dos últimos 12 meses, ficando, assim, abaixo da inflação, que foi de 4,56%. Para o levantamento, foram feitas análises em 27 itens. O destaque foi para a batata inglesa, que teve redução de 26%. 

No mais, produtos como ovos, mandioca, leite de coco e doces tiveram altas. Segundo especialistas, o bom desempenho das safras e as condições climáticas contribuíram para a redução nos custos. “Por outro lado, os derivados do leite, como o leite longa vida e o leite condensado, registraram alta média de cerca de 10%, o que pode levar o consumidor a gastar um pouco mais com esses itens este ano”, acrescentou Dietze.

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