Economia & Mercado

Alta da Selic deve gerar desaceleração no dólar e impactar no resultado do IPCA

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Selic registrou maior percentual desde 2006; saiba mais  |   Bnews - Divulgação Tânia Rêgo/Agência Brasil
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 20/06/2025, às 09h00 - Atualizado às 09h15



A alta do juros para 15% no último Comitê de Política Monetária (Copom), que aconteceu na quarta-feira (18) - o maior percentual desde 2006 -, deve refletir na cotação do dólar, com previsão de desaceleração. De acordo com informações do jornal O Globo, o real começou a ter valorização nos últimos meses, com possibilidades de novas projeções no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para menos 5% neste ano. 

Desde janeiro, a moeda norte-americana já teve recuo de 12%, partindo de R$ 6,30 para R$ 5,49 no fechamento da última quarta-feira (18). Esta variação do dólar faz com que setores de alimentos, combustíveis e produtos importados contenham alívios. 

Segundo o Boletim Focus divulgado na segunda-feira (16), a estimativa anual do IPCA passou de 5,7% para 5,25%. O economista Luiz Roberto Cunha, da PUC-Rio, acredita ainda que a inflação pode fechar o ano a 4,8%. “É um ano muito difícil, com muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Mas, no curto prazo, as condições externas estão ajudando. Isso abre espaço para uma inflação mais baixa”, afirmou Cunha, segundo a reportagem.

Este movimento está enfrentando ameaças devido ao conflito no Oriente Médio, que pode resultar na alta do preço do petróleo. Já a guerra comercial proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem deixado a moeda norte-americana mais fraca em todo o mundo. “Chegou-se até a discutir, em um movimento raro, o papel do dólar como reserva de valor global”, continuou Cunha.

O cenário de câmbio mais favorável junto com fatores internos, como safra recorde de grãos, clima favorável e baixa exportação de aves devido à gripe aviária, por exemplo, têm compactuado com a queda dos preços dos alimentos. A previsão é de que a redução ou o aumento abaixo das expectativas já aconteça no próximo mês. 

A alimentação no domicílio registrou índice quase estável em maio referente ao mesmo período do ano anterior. Os bens industriais também devem passar de 2,9% em 2024 para 3,8% em 2025, estando abaixo de 4,3%, o que foi projetado anteriormente. Produtos como computadores, videogames e roupas também devem subir menos esse ano, segundo o índice.

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