BNews Agro
por Vagner Ferreira
Publicado em 02/06/2025, às 08h39 - Atualizado às 10h26
Insumo utilizado para remineralizar o solo, o pó de rocha voltou a ter o seu prestígio após enfrentar anos de crise com longo período de queda nas vendas. A Associação Brasileira de Produtores de Remineralizadores de Solo e Fertilizantes Naturais (Abrefen) apontou que o volume comercializado passou de 900 mil toneladas para três milhões de toneladas em três anos.
De acordo com informações do portal Globo Rural, a alta nas vendas aconteceu após os demais fertilizantes elevarem os valores na época da pandemia. Assim, o pó de rocha acabou se tornando uma solução mais viável. No entanto, muitos produtores não aprovaram o uso, por não terem uma resposta tão imediata quanto a dos métodos convencionais. Desta forma, a venda de remineralizadores, que já vinha em decréscimo, caiu pela metade em 2023.
A Abrefen estima venda de dois milhões de toneladas de remineralizadores para este ano, seguindo, assim, as metas do Plano Nacional de Fertilizantes. A associação aponta também que o principal uso do pó de rocha está sendo no sequestro de carbono, que ocorre a partir das reações químicas formadas durante a liberação dos nutrientes.
Para que se possa entender melhor, o pó de rocha é produzido por mineração de rochas silicáticas e possui alto teor de silício, podendo gerar a recuperação do solo. Produtores utilizam, geralmente, para colaborar com desenvolvimento de fertilizantes convencionais ou para realizarem a mudança de sistemas orgânicos ou regenerativos. Quanto maior o teor adicionado, mais rápido pode ser o processo. Aaplicação pode ser feita diretamente na terra, sem precisar ser diluída na água. É necessário, no entanto, saber se o pó é registrado pelo Ministério da Agricultura.
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