Michael Van Gerpen, co-fundador do site TurdTerminators.com, um site de remoção de dejetos de animais, divulgou uma nova lista de alimentos tóxicos para cães de estimação. O novo estudo traz quinze itens que são perigosos para os animais.
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Os cachorros podem colocar as patas em contato com vários alimentos e substâncias ao redor do dia, mas o estudo realizado pelo Battersea, um abrigo de cães e gatos que cuida dos animais com campanhas de reabilitação, resgate e adoção, afirma que existem alimentos perigosos para os animais.
O co-fundador entrou em contato com o BNews e enviou um estudo chamado “Quais comidas são tóxicas para cachorros? Um guia para tutores manterem a segurança dos pets”, veiculado em 28 de outubro deste ano, em que relata os alimentos, os sintomas, as causas da ingestão de algumas substâncias e o que fazer em caso de ingestão.
Confira os alimentos indicados pelo especialista
- chocolate, café e cafeína: o chocolate é um dos alimentos mais perigosos para os cachorros. A teobromina, composto químico encontrado no cacau e chá, que é tóxico aos animais e podem causar insuficiência renal;
- cebola: de qualquer forma (cozida, crua ou seca) é tóxica aos cães porque podem causar irritações gastrointestinais e danos aos glóbulos vermelhos. Os sintomas não aparecem imediatamente e podem surgir em poucos dias;
- nozes de macadâmia: possui uma toxina que pode afetar os sistemas muscular e nervoso dos animais, resultando em fraqueza, inchaço nos membros e respiração ofegante;
- milho: o alimento pode causar obstrução intestinal;
- abacate: a substância chamada persina, presente nas folhas, fruto e sementes podem causar vômitos e diarreia;
- adoçante artificial: doces, chicletes e bebidas açucaradas podem causar liberação de insulina no organismo e desenvolver hipoglicemia, fator ligado à insuficiência hepática e distúrbios de coagulação sanguínea;
- tomates- o fruto maduro não causa problemas, mas sim as partes verde da planta como talos, folhas e os tomates verdes. Os frutos não maduros causam desconforto estomacal, letargia, diarreia, fraqueza ou até confusão;
- uvas e passas- uma toxina ainda não identificada pode causar insuficiência renal súbita. O agravante é que a reação é diferente de um cão para o outro. Pode causar vômito, diarreia, perda de apetite, dor abdominal, fraqueza, desidratação ou letargia;
- álcool- a substância é altamente tóxica, mesmo em pequenas quantidades. Massas de pão com fermentos biológicos também produzem álcool e dióxido de carbono, que causam problemas tão graves quanto bebidas como a cerveja. O álcool causa vômito, letargia e desorientação, além de provocarem hipotermia (frio), respiração anormal, convulsões;
- cogumelos- especialmente os selvagens das famílias Amanita, Galerina e Lepiota. Eles atacam o sistema nervoso, tremores, desorientação, convulsões ou até agressividade. Os sintomas podem aparecer entre 15 minutos e 24 horas;
- comidas gordurosas, salgadas e mofadas- causam inflamação dolorosa e grave do pâncreas, vômitos, diarreia, tremores, dor abdominal, perda de apetite e letargia;
- frutas de caroço- cerejas, damascos, pêssegos e ameixas, a polpa da fruta em si não causa problemas, mas os caroços, talos e folhas. As partes específicas além do fruto contêm compostos de cianeto, além do caroço ser um fator de perigo para causar engasgos;
- leite- produtos que contêm leite causam aos cães os mesmos problemas aos que atingem os intolerantes à lactose. Sorvetes, queijos e quaisquer alimentos que tenham sua composição à base de leite;
- carne e ossos crus ou mal passados: dar um pedaço de carne e/ou ossos é um fato corriqueiro em churrascos, mas quando os animais se alimentam com os produtos, podem se engasgar, quebrar dentes, disseminar bactérias e dilacerações nos organismos;
- carambola: contém compostos que se ligam ao cálcio no organismo e podem ocasionar em queda dos níveis no sangue do animal. Além de provocar aos cães uma salivação excessiva, vômitos, diarreia, letargia, fraqueza, tremores ou alterações na sede do animal. A fruta já foi associada a problemas renais e devem ser evitadas.
Se animais comerem algum desses alimentos, mesmo em pequenas quantidades e apresentarem alguns dos sintomas, é recomendável que os tutores procurem o veterinário ou um pronto-socorro. A velocidade no atendimento pode definir a vida dos bichos.