BNews Pet

Obesidade em cães e gatos: Meu pet engordou uns quilinhos, o que fazer?

Foto: Ilustrativa / Pixabay
Doença pode causar danos cardiovasculares e articulares, comprometendo a qualidade e longevidade de vida dos animais  |   Bnews - Divulgação Foto: Ilustrativa / Pixabay

Publicado em 05/07/2024, às 09h00   Redação



A obesidade não atinge e apresenta risco somente para os humanos. Os pets, sejam cães ou gatos, também podem sofrer com essa condição, e os tutores podem ser um fator de influência. A obesidade é considerada uma doença tanto pela Organização Mundial de Saúde (OMS) humana quanto pela Associação Mundial de Médicos Veterinários de Pequenos Animais (WSAVA).

Inscreva-se no canal do BNews no WhatsApp.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Segundo a médica veterinária da BRF Pet, Márcia Jericó, a obesidade compromete a qualidade e a longevidade da vida dos pets. Ou seja, eles terão menos qualidade de vida e um tempo de vida mais curto. Algumas raças são mais predispostas à obesidade, como labrador e golden retriever. Também fazem parte do grupo as raças braquicefálicas (cabeça achatada e focinho curto) e os SRD (Sem Raça Definida). Caso o tutor acredite que o pet está com problemas de peso, o ideal é consultar um profissional de medicina veterinária.

A médica-veterinária explica que a obesidade em cães e gatos é uma questão que deve ser acompanhada e prevenida primeiramente com uma alimentação equilibrada. Ela indica o uso de ração industrializada de boa qualidade e não recomenda petiscos de pet shop. Frutas como banana, mamão, abacate e manga também são apontadas como muito calóricas pela especialista. "Caso o tutor precise dos petiscos para educar ou recompensar o pet, nossa recomendação é usar petiscos magros, como chuchu e pepino caseiros, ou, se forem industriais, aqueles com menos de 5% de gordura."

O primeiro passo para ajustar a quantidade de alimento diário do pet é restringir a alimentação à ração ou ao alimento principal, em quantidade indicada pelo fabricante. "Lembrando que essa quantidade não é necessariamente correta; o tempo dirá se ele está ganhando peso demais ou não", explica Márcia Jericó.

Além dos cuidados com a alimentação, também é indicado adotar um estilo de vida saudável para o pet. A Dra. Márcia Jericó recomenda incluir passeios diários, se possível extensos, em média três vezes por semana.

Tratamento
Após o diagnóstico de obesidade, o primeiro passo é identificar as consequências que a condição está trazendo para o pet. "É muito comum apresentar doenças ortopédicas e osteoarticulares, como artrose, luxação de patela, alterações de vértebras, compressão de disco e hérnia de disco. Também são comuns dislipidemias, como aumento do colesterol e triglicerídeos, que podem levar à lipidose hepática, colestase biliar ou até mesmo mucocele", alerta a Dra. Márcia Jericó.

Outra complicação importante são as disfunções respiratórias, quando os cães ou gatos respiram mal e se cansam facilmente. "Há ainda a disbiose, muitos têm uma alteração do microbioma, que às vezes se manifesta por diarreias intermitentes e disfunções endócrinas, como resistência insulínica", alerta.

Antes de iniciar o tratamento e a prevenção, a especialista enfatiza a importância de considerar as condições do paciente obeso. É recomendado introduzir gradualmente exercícios físicos, com cuidado para a parte respiratória e articular do animal. Com a obesidade diagnosticada, também é necessário adotar uma dieta de restrição calórica. A nova alimentação pode ser necessária durante toda a vida do cão ou gato ou até que o peso ideal seja atingido.

"É importante lembrar que o obeso é um indivíduo predisposto a ganhar peso facilmente, então nunca devemos deixar de manter uma restrição, principalmente de petiscos, frutas muito doces e gordurosas, além de promover atividade física regular e manter vigilância constante."

Qual alimentação ideal?
Algumas opções de alimento para pets obesos são os produtos light, indicados para cães com tendência a ganho de peso ou com sobrepeso de 10 a 15% do ideal. Já os alimentos para cães obesos são indicados para animais com 30% ou mais do peso ideal, quando a doença já foi diagnosticada e o tratamento iniciado.

Márcia Jericó explica que os alimentos light têm formulação direcionada para o tratamento da obesidade. "Eles seguem uma legislação diferente da utilizada para os alimentos completos e balanceados, mas também fornecem todos os nutrientes necessários." O alimento coadjuvante para perda de peso deve ser prescrito e seguir a orientação do médico veterinário, que acompanhará todo o tratamento e o pós-perda.

"Quando trabalhamos com uma necessidade de redução pequena de peso, o alimento light consegue ajudar. Já nos casos de dietas com restrições mais severas, ele pode ser inadequado, pois a quantidade ideal de energia para o pet seria muito pequena, causando déficit nutricional e perda de massa muscular", explica a médica veterinária. "Dar porções muito pequenas pode potencializar a sensação de fome."

A profissional alerta que mesmo após a perda de peso, é necessário que o animal mantenha uma alimentação completa e balanceada, de qualidade, adequada ao porte, fase de vida e necessidades específicas, nas quantidades recomendadas, para evitar o ganho de peso irregular novamente.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)