Cidades

Após polêmica, panelaço contra primeira-dama reúne manifestantes em frente à Prefeitura de Jequié

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Manifestação ocorreu após Mariana Freitas Oliva compartilhar texto ofensivo a eleitores de Lula; sindicato dos servidores e associação dos músicos também divulgaram notas de repúdio  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 27/10/2026, às 06h22



Um panelaço contra a primeira-dama de Jequié, Mariana Freitas Oliva, foi realizado em frente à sede da prefeitura, no sudoeste da Bahia, na noite desta segunda-feira (26).

O protesto foi motivado por uma publicação compartilhada por Mariana, que também é secretária municipal de Saúde, com ofensas a eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), artistas e estudantes.

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Após a repercussão, ela pediu desculpas e assumiu a responsabilidade pelo compartilhamento. O caso também provocou manifestações de repúdio do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jequié (SINSERV-Jequié) e da Associação dos Músicos de Jequié (AMUJE).

Panelaço protesta contra primeira-dama

No protesto, os manifestantes levaram panelas e colheres. O ato foi anunciado como um protesto contra o desrespeito atribuído à primeira-dama após a divulgação da mensagem nas redes sociais. A publicação repercutiu entre representantes de categorias atingidas pelo conteúdo, que divulgaram notas públicas de repúdio.

Entenda a publicação que provocou revolta

A polêmica começou na noite de domingo (25), após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais. Mariana republicou um texto originalmente publicado pelo mentor de posicionamento e imagem João Menna, que associava apoiadores de Lula a pessoas que não trabalham e a usuários de drogas.

A mensagem compartilhada dizia: “Hoje comemora quem não produz, não trabalha e não quer trabalhar. Quem é maconheiro, os artistas cheiradores e estudantes revolucionários que querem gradar amigos e professores”.

O texto também classificava o domingo como “um dia triste para o país” e afirmava que todos os brasileiros “pagarão a conta”.

Mariana é casada com o prefeito de Jequié, Flavinho Santana (União Brasil), que declarou apoio a Flávio Bolsonaro (Partido Liberal) na disputa presidencial.

Primeira-dama pede desculpas

Após a repercussão, Mariana divulgou uma nota nesta segunda-feira (26), na qual afirmou que compartilhou a mensagem sem ler atentamente todo o conteúdo. Ela reconheceu o erro e assumiu a responsabilidade pela publicação.

“Venho, com humildade e o coração sincero, pedir desculpas por ter compartilhado uma mensagem sem antes ler atentamente todo o seu conteúdo. Reconheço que foi uma atitude equivocada e assumo a responsabilidade pelo ocorrido.

Jamais tive a intenção de magoar, constranger ou desrespeitar quem quer que seja. Entendo, porém, que nossas atitudes podem tocar as pessoas de maneiras que nem sempre imaginamos e que reconhecer um erro, ouvir e pedir desculpas também são gestos de respeito e humanidade.

Reafirmo meu carinho e respeito por todos e lamento sinceramente pelo ocorrido. Que possamos transformar esse momento em aprendizado, seguindo em frente com mais atenção, empatia e respeito ao próximo”.

A Prefeitura de Jequié informou que não emitiria nota institucional sobre o episódio, sob a justificativa de que a publicação não havia sido feita nos canais oficiais de comunicação do município.

Prefeito diz respeitar resultado das eleições

Também no domingo (25), o prefeito Flavinho Santana publicou uma mensagem sobre o resultado eleitoral. Ele afirmou estar triste com a escolha da maioria dos eleitores, mas declarou respeitar a democracia.

“Pra mim uma noite triste. O Brasil e a Bahia terão o presidente e o governador que a maioria escolheu. Eu escolhi diferente da maioria nos dois casos. Mas a democracia é saber que um lado iria vencer e seja ele qual fosse todos teríamos de aceitar”, escreveu.

Sindicato dos servidores critica declarações

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jequié divulgou uma nota de repúdio às declarações compartilhadas pela primeira-dama. A entidade criticou as generalizações contra artistas, estudantes, trabalhadores e cidadãos com posicionamentos políticos diferentes.

O sindicato afirmou que a liberdade de expressão não deve ser confundida com autorização para disseminar preconceitos e desqualificar categorias profissionais.

“Discordar é legítimo. Desrespeitar não pode ser naturalizado”, declarou a entidade.

Na nota, o SINSERV-Jequié também manifestou solidariedade às pessoas atingidas pela publicação e defendeu o respeito à pluralidade de ideias e à dignidade humana.

Associação dos músicos também se manifesta

A Associação dos Músicos de Jequié (AMUJE) divulgou uma nota de repúdio em 26 de outubro de 2026. A entidade criticou as declarações atribuídas à primeira-dama, especialmente a referência depreciativa aos profissionais da cultura.

A associação afirmou que a mensagem desrespeitou trabalhadores da arte e relacionou as ofensas à divergência política e às escolhas eleitorais dos cidadãos.

“A classe artística de Jequié exige respeito e não tolerará ofensas gratuitas vindas de qualquer autoridade pública ou de seus representantes”, afirmou a AMUJE.

A entidade citou a Constituição Federal de 1988 ao defender a soberania popular, a liberdade de escolha e o pluralismo político, e encerrou a nota com o lema “Juntos Somos Mais Fortes”.

Classificação Indicativa: Livre

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