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Lembra deles? Ícones do Carnaval de Salvador seguem fazendo sucesso mesmo longe dos grandes trios

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Apesar das transformações no mercado da música baiana, ícones que marcaram gerações mantêm repertórios históricos e continuam na estrada  |   Bnews - Divulgação Reprodução / PMS
Andreza Oliveira

por Andreza Oliveira

Publicado em 27/10/2026, às 07h00



Quem curtiu o Carnaval de Salvador em sua época de ouro, entre as décadas de 1980 e 2000, com certeza tem memórias de músicas e artistas que marcaram a folia soteropolitana. Com hits que embalaram os foliões do Campo Grande à Barra, alguns cantores se tornaram verdadeiros símbolos da festa mais popular do país. 

Com o passar do tempo, o cenário se transformou e, apesar da chegada de novos sucessos e nomes, alguns nomes seguiram firmes e resistiram até a atualidade. Para eles, a remodelação das tendências acabou significando mudanças drásticas na frequência com que apareciam em grandes trios, palcos e até os espaços onde passaram a se apresentar. 

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No entanto, não estar diante dos holofotes não é significado de ter deixado a música ou o Axé Music para trás, e sim, uma adequação à situação atual. Muitos cantores seguem na estrada, participam de projetos culturais, realizam apresentações e mantêm um repertório que atravessa gerações.

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Relembre alguns nomes: 


Sarajane

Sarajane | Divulgação
Sarajane | Divulgação

A cantora Sarajane é considerada uma das pioneiras do Axé Music. Quando uniu ritmos caribenhos e a música local com o sucesso  ‘A Roda’, ela ganhou projeção e se tornou uma das figuras femininas mais marcantes da época em que a música baiana passou a ocupar cada vez mais espaços no mercado artístico brasileiro. 

Sua trajetória está associada à consolidação de um cenário que projetou o Carnaval para todo o mundo. Na época em que os trios elétricos e artistas baianos  estavam cada vez mais populares, a cantora ajudou a impulsionar a presença feminina em um ambiente que estava cada vez mais competitivo. 

Atualmente ela segue com presença marcante no Axé. Inclusive, no começo deste ano, ela fez parte da programação de Verão do Pelourinho, com um repertório que atravessou gerações. 

Márcia Freire 

Márcia Freire | Divulgação
Márcia Freire | Divulgação

Márcia Freire ganhou notoriedade quando integrou o grupo Cheiro de Amor como vocalista. Ela comandou a banda durante uma fase importante, fazendo parte de uma época na qual os blocos atraíam um grande público e o axé dominava as rádios e a TV de todo país. A cantora teve sua voz associada a um repertório que marcou uma fase da Cheiro. 

Em carreira solo, Márcia deu continuidade ao trabalho com apresentações e projetos que mantém a relação com o gênero vivo até os dias atuais. Ela também costuma circular nos eventos locais e voltados à folia momesca, apesar de estar presente em Salvador, seua agenda não se restringe a capital. 

Tatau 

Tatau | Divulgação
Tatau | Divulgação

A história do Carnaval de Salvador e do Axé também carrega um nome forte como o de Tatau, que passou anos à frente da Araketu. Ele comandou o grupo quando estavam em uma fase de crescimento, com um   repertório que misturava a força da música afro-baiana com a sonoridade dançante que conquistou os foliões.


O grupo teve participação importante na mistura das referências culturais e musicais para públicos de diferentes lugares do Brasil. Diante do contexto, o cantor se tornou uma das vozes mais conhecidas da festa, fazendo parte de uma geração que mudou os artistas baianos em atrações disputadas nos circuitos de carnaval e micaretas. 


Mesmo com as mudanças da indústria, o cantor seguiu com a carreira e, apesar de não ser presente nos circuitos puxando multidões como antes, ele atrai grande público em camarotes e festas menores. 

Carla Visi 

Carla Visi | Reprodução / Redes Sociais
Carla Visi | Reprodução / Redes Sociais

A cantora Carla Visi foi outro nome que marcou a trajetória da banda Cheiro de Amor. Ela ficou a frente do grupo entre os anos de 1996 e 1999, quando foi associada à hits carnavalescos como ‘Vai Sacudir, Vai Abalar’ e se tornou uma das vozes mais marcantes do período. 


Após o sucesso, sua vida profissional ganhou outros rumos, que são conciliados com a carreira artística. Atualmente Visi vive em Lisboa, Portugal, e se divide entre a música e atividades voltadas ao jornalismo, à pesquisa e às questões ambientais. Apesar de viver fora há alguns anos, ela segue presente no cenário de festejos no Brasil. 

Xexéu 

Xexéu | Andreza Oliveira/ Bnews
Xexéu | Andreza Oliveira/ Bnews


A percussão marcante e mistura de ritmos tornaram a banda Timbalada um dos projetos musicais mais reconhecidos do estado e até do país. Xexéu foi um dos nomes que ajudaram a cravar o nome do grupo na história, isso porque ele integrou a formação inicial do grupo e sua voz pode eternizar sucessos que atravessou gerações como a música ‘Beija-Flor’. 


Apesar de um breve hiato para cuidados com a saúde, Xexéu seguiu com sua carreira e, nos últimos anos, tem revisitado sua trajetória artística. No começo deste ano, ele até particiṕou de um ensaio da Timbalada no Candyall Guetho Square. 


Ninha 

Ninha | Divulgação
Ninha | Divulgação

Ninha foi outro grande nome que marcou uma geração ao integrar a Timbalada. Com uma interpretação característica e voz marcante, ele ajudou o projeto a dar identidade às apresentações. Depois de deixar o grupo, o artista continuou com a carreira e seguiu participando de grandes festas. 


Em 2024, ele até comemorou, durante a Micareta de Feira, estar completando três décadas de carreira. Na época, ele chegou a comentar sobre a necessidade que os veteranos encontraram de se adaptar ao novo cenário musical e novas tecnologias. 


Márcia Short 

Márcia Short | Divulgação

Reconhecida pela atuação na Banda Mel, Márcia Short fez parte de uma geração de artistas que ajudaram com a construção e impulsionamento do Axé Music. Com sua voz marcante, a cantora fez parte de uma fase importante da história do grupo e contribuiu para a presença feminina em um cenário musical que se expandia rapidamente. 


Atualmente,  ela se apresenta com a Banda Mel, onde se dedica a projetos voltados à música baiana. 

Ricardo Chaves 

Ricardo Chaves | Reprodução / Redes Sociais
Ricardo Chaves | Reprodução / Redes Sociais

Outro nome que ainda atravessa gerações é o de Ricardo Chaves, que acompanhou as transformações da música baiana e construiu uma trajetória marcada pela relação com os trios elétricos e com a festa de rua. Ele começou como baixista na banda Fim da Picada, investiu na carreira solo e comandou outros grupos musicais. 


Ele segue com a carreira e se apresenta em diferentes folias, como micaretas e projetos com o projeto Mudei de Nome, em parceria com Jonga Cunha, Ramon Cruz e Magary Lord.

Classificação Indicativa: Livre

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