Entretenimento
Adriane Galisteu soltou o verbo ao avaliar o desempenho de A Fazenda 18 e apontou o clima vivido no Brasil como parte da explicação para a falta de diversão no reality rural da Record.
Em entrevista ao Link Podcast, nesta segunda-feira (26), a apresentadora disparou que “o brasileiro está chato” e afirmou que a polarização tem dificultado a convivência entre pessoas com opiniões diferentes.
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Para Galisteu, o problema não é a falta de conflitos entre os participantes, mas a dificuldade de transformar as rivalidades em entretenimento. Segundo ela, os peões brigam, provocam e causam situações dentro do confinamento, mas levam tudo a sério demais.
“O que mexe comigo nesse elenco é que falta um pouco de humor. Porque causar, eles causam, mas eles não conseguem se divertir. Eles levam tudo muito a sério!”, afirmou.
Durante a conversa, Dudu Camargo sugeriu que a temporada poderia ser chamada de “A Fazenda da militância”. A apresentadora concordou que o comportamento dos participantes reflete o ambiente fora do programa e relacionou o clima do confinamento às divisões políticas no país.
“Não é o reality que está chato, o ser humano está chato, o brasileiro está chato. A gente não acha mais graça de quem pensa diferente da gente, a gente não respeita quem pensa diferente”, declarou.
Galisteu também mencionou a eleição e a divisão de opiniões entre os brasileiros para explicar sua avaliação. Na visão dela, o reality funciona como um retrato da sociedade e mostra como as pessoas têm lidado com as diferenças.
“É um ano mais atípico, a gente perdeu a Copa, teve eleição, metade do Brasil está feliz, metade não está. Isso reflete no jeito que as pessoas lidam com as coisas. Acho que [A Fazenda] é um termômetro real do que acontece aqui fora”, disse.
Além das críticas ao comportamento dos confinados, a apresentadora demonstrou insatisfação com as três desistências registradas em um intervalo de uma semana: Jottapê, Jônatas Faro e Gabriel Torres deixaram a competição após tocar o sino.
Galisteu afirmou que, em sua avaliação, a saída voluntária só se justifica por questões de saúde. Ela também questionou a decisão de entrar em um reality conhecido por suas exigências e abandonar a disputa depois de começar o jogo.
“Eu tenho as minhas implicâncias com peão que desiste. Eu acho que a desistência está ligada 100% à falta de saúde, na minha opinião. Todo o resto não vale”, declarou.
A apresentadora disse ter ficado especialmente triste com as saídas de Jottapê e Gabriel. Sobre o primeiro, afirmou que o enxergava como um participante capaz de articular estratégias e movimentar o jogo, motivo pelo qual não esperava sua saída.
Já em relação a Gabriel Torres, Galisteu destacou que o participante havia recebido uma nova oportunidade após ser salvo pelo público. Ela contou que tentou incentivá-lo a assumir uma postura mais ativa no confinamento, mas não entendeu a decisão de deixar o programa.
“Foi salvo pelo público! Eu dei para ele a faca e o queijo na mão dele. Falei: ‘Cara, vem pro jogo! O público te salvou!’. Eu dei o texto: ‘Você tem que aparecer no jogo, vai pro palco principal’, que é o lugar onde um peão tem que estar. Aí ele pediu para sair, eu não entendi é nada”, relatou.
Sobre Jônatas Faro e Gabriel, a apresentadora avaliou que os dois não chegaram a se envolver efetivamente nas estratégias da competição. Jottapê, por outro lado, era visto por ela como alguém que ainda poderia movimentar o jogo.
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