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Até quando vai chover em São Paulo? Veja os estragos e a previsão para os próximos dias

Reprodução/Agência Brasil
Temporal violento deixa rastro de destruição na capital e no interior. Defesa Civil confirma morte por soterramento, dezenas de veículos submersos no Centro e alerta para risco de novos deslizamentos  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Agência Brasil

Publicado em 15/10/2026, às 12h32 - Atualizado às 13h15   Gabriel Dinis



O estado de São Paulo enfrentou, na quarta-feira (14), uma das piores chuvas dos últimos anos. Em questão de minutos, ruas viraram rios, carros foram arrastados e um dos principais túneis da capital ficou alagado. Na Zona Norte, uma pessoa morreu soterrada.

Mas, para além das imagens impressionantes, o que os números oficiais revelam sobre a real força dessa tempestade?

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Na meteorologia, a medição em milímetros (mm) parece abstrata, mas a conta é simples: 1 milímetro de chuva equivale a 1 litro de água despejado sobre uma área de exatamente 1 metro quadrado (1 m²).

Durante a tempestade de quarta-feira, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) e a Defesa Civil registraram picos entre 42 e 67,8 mm em apenas 40 a 50 minutos em bairros das zonas Sul e Central.

De acordo com a Prefeitura, a precipitação registrada corresponde ao volume que normalmente seria acumulado em 11 dias de outubro, tudo isso concentrado em apenas alguns minutos nas imediações do Córrego do Anhangabaú.

Embora a zona central tenha sofrido os maiores transtornos de trânsito e os estragos mais visíveis, foi a Zona Sul que recebeu a maior precipitação. O Parque do Ibirapuera registrou 67,8 mm, e o Parque da Aclimação chegou a 64 mm de chuva em apenas alguns minutos.

A média histórica de chuva em outubro para a cidade de São Paulo varia entre 110 mm e 125 mm ao longo dos 31 dias do mês, ou seja, em apenas 40 minutos, choveu o que equivale a cerca de 11 a 15 dias de precipitação normal.

Balanço Geral: Vítimas e Danos

Uma mulher de 46 anos morreu na tarde de quarta-feira (14) após um deslizamento atingir sua residência na Brasilândia, Zona Norte da capital. Com essa ocorrência, o estado de São Paulo acumula 21 mortes provocadas por eventos climáticos ao longo de 2026.

Além da fatalidade, a tempestade provocou uma crise de mobilidade e estragos em pontos famosos da cidade. A capital registrou seis pontos de alagamento e o transbordamento do Córrego Sapateiro, no Ibirapuera, além de alagamentos no Túnel do Anhangabaú.

Diante do caos no sistema viário, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) contabilizou mais de 1 mil quilômetros de lentidão no final da tarde.

Na Grande São Paulo, o balanço de emergências dos Bombeiros entre 15h e 18h somou 17 chamadas para enchentes, 11 para quedas de árvores e quatro para desabamentos. No mesmo período, a concessionária Enel reportou que mais de 30 mil imóveis ficaram sem fornecimento de energia elétrica.

Diante do cenário caótico na capital, o prefeito Ricardo Nunes usou as redes sociais no início da noite para prestar atualizações sobre os impactos do temporal na cidade e detalhou as ações de emergência adotadas pelo município:

Previsão do tempo: até quando vai chover?

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) e o Inmet:

Quinta-feira (15): Pode ser pior do que na quarta-feira, há previsão de novos temporais a qualquer momento, com acumulados que podem superar 50 mm a 80 mm em poucas horas na faixa leste, Grande São Paulo, Baixada Santista, Litoral Norte e Vale do Paraíba. Há risco de granizo e ventos de até 80 km/h.

A instabilidade só começa a perder força a partir de domingo, mas ainda haverá pancadas isoladas de chuva no período da tarde.

Alertas e canais de emergência

Como medida de prevenção, a Defesa Civil ampliou a emissão de mensagens sonoras do sistema Defesa Civil Alerta, utilizando a tecnologia Cell Broadcast para notificar a população em áreas sob risco extremo, em complemento aos avisos tradicionais enviados por SMS.

Em emergências, o atendimento à população pode ser acionado por diferentes canais. Para resgates, socorro a pessoas ilhadas, desabamentos ou soterramentos, a orientação é ligar para o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Já para vistorias em imóveis que apresentem trincas, muros estufados ou sinais de risco de deslizamento de terra, o contato deve ser feito com a Defesa Civil pelo número 199.

Além disso, moradores de todo o estado podem se cadastrar gratuitamente para receber boletins meteorológicos em tempo real: basta enviar uma mensagem de texto (SMS) com o número do CEP para o código 40199.

Classificação Indicativa: Livre

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