Cidades
por Mariana Cedrim
Publicado em 27/08/2026, às 22h03
O centro cirúrgico do Hospital Vida Memorial localizado em Ilhéus, no litoral sul da Bahia, foi interditado nesta quinta-feira (27), após a morte da empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos. A paciente morreu após ser submetida a quatro cirurgias estéticas.
O local estaria funcionando sem alvará sanitário e apresentava algumas irregularidades. Os procedimentos de Adriele foram realizados pelo cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback, que já havia sido alvo de denúncias públicas feitas por pacientes em 2023. Cerca de 40 pacientes acusaram Rossini de erros médicos e resultados insatisfatórios em procedimentos cirúrgicos.
A baiana veio dos Estados Unidos, onde morava, para se submeter aos procedimentos de mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma. A cirurgia começou por volta das 10h de terça-feira (25) e até as 18h ainda não havia terminado. Os familiares estranharam a demora e ao procurar informações receberam a notícia que Adriele não havia resistido.
O tio da vítima teve acesso a sala de cirurgia onde encontrou gazes, vestígios de sangue e materiais espalhados. A família contou que o médico deixou o hospital após a cirurgia e que os perfis dele nas redes sociais foram desativados e acusam ele de negligência. Adriele foi sepultada nesta quinta-feira (26), em Ituberá, no Baixo Sul baiano.
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