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Empresária morre após cirurgia plástica para fazer seis procedimentos de uma só vez

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A irmã da empresária revelou que ela pagou R$ 118 mil pelos procedimentos que culminaram em sua morte  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 22/08/2026, às 12h33



A empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, morreu após uma cirurgia plástica para fazer seis procedimentos no rosto de uma só vez, entre eles uma ritidoplastia profunda e lipoaspiração no pescoço, que duraram oito horas, no Hospital Ankar, em Goiânia (GO).

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Segundo Djiane Vieira, irmã da empresária, ela pagou um valor alto para reposicionar tecidos e músculos, alterar a linha do cabelo, reposicionar o queixo, retirar excesso de pele e as bolsas de gordura das pálpebras, gordura do pescoço e da mandíbula, além da aplicação de células-tronco do próprio corpo. A cirurgia era um sonho da mulher e ocorreu um hospital que não teria Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

"A minha irmã pagou R$ 118 mil para entrar linda como era para que ela morresse nos meus braços", desabafou à TV Anhanguera, afiliada da Globo em Goiás. 

Andreia, que morava na Espanha e voltou para o Brasil apenas para realizar os procedimentos com o médico otorrinolaringologista Lessandro Martins, em Goiânia, morreu no dia 12 de agosto.

Ainda de acordo com a irmã da empresária, após a cirurgia ela ficou com a língua muito inchada e sequer conseguia fechar a boca. Ela chegou a alertar a equipe médica da situação, que se agravou cerca de 6 horas depois do procedimento.

Os exames realizados em Andreia apontaram que ela estava com uma bactéria e um processo infeccioso ativo.

"O hospital não tinha UTI e ele [o médico] dizia que tinha. Se você entrar nas redes sociais, eles falam que tem lá. Eles não tinham uma ambulância para cuidar da minha irmã", disse Djiane.

Foram duas horas de tentativa de reanimação da mulher, até a equipe médica constatar o óbito. 

O que dizem os envolvidos

O médico otorrinolaringologista Lessandro Martins afirmou que não comentaria os dados clínicos publicamente por conta do sigilo médico. 

"Por imposição do código de ética médica, não serão comentados publicamente dados clínicos, exames ou detalhes do atendimento e que todos os esclarecimentos serão prestados, com total colaboração, aos órgãos competentes", alegou em nota.

Já a defesa do Hospital Ankar lamentou a morte da paciente e destacou que ela recebeu atendimento de emergência imediato,. Pontuou ainda que a avaliação e os exames pré-operatórios foram realizados fora da unidade de saúde e que os registros referentes ao atendimento estão documentados em prontuário. 

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) ressaltou que "todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas pelo Cremego ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo". 

O Ministério Público de Goiás disse ao G1 GO que a 2ª Promotoria de Justiça de Goiânia expediu um ofício à 1ª Delegacia Regional de Goiânia, com cópia dos autos extrajudiciais e pedido de abertura de inquérito policial para investigar a possível prática de homicídio culposo.

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