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Corais da Baía de Todos-os-Santos foram afetados por calor extremo e sofreram fenômeno de branqueamento, aponta relatório

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Branqueamento também atigiu corais no sul da Bahia  |   Bnews - Divulgação Reprodução Internet

Publicado em 11/01/2025, às 17h32   Andrêzza Moura



Relatório do balanço anual do Projeto Coral Vivo revela que o calor extremo registrado no ano de 2024 foi responsável pelo branqueamento de corais no Brasil - fenômeno que pode ser irreversível e trazer prejuízos ao meio ambiente. Ainda segundo o balanço, uma forte onde de calor com o El Niño causou o segundo grande clareamento dos recifes brasileiros, observado na região norte do Nordeste. Os primeiros registros, em massa, foram feitos em 2019.

O coral-de-fogo e o coral-vela foram as duas espécies que mais sofreram com a primeira onda de branqueamento, em 2019, e também foram as que mais morreram em 2024. O estudo aponta ainda que, entre as áreas mais afetadas, estão a Baía de Todos-os-Santos (incluindo Salvador e região) e uma porção norte do Nordeste  em locais como Maragogi, em Alagoas, e Natal, no Rio Grande do Norte.

O mapa indica que, no sul da Bahia, que abriga os maiores e ricos recifes de coral do Brasil, a onda de calor foi menos intensa e duradoura, gerando assim uma mortalidade muito baixa.

O branqueamento dos corais tem relação direta com o aquecimeto das águas do oceano. A perda da coloração faz com que os recifes fiquem cada vez mais enfraquecidos e expostos a doenças, o que pode aumentar o risco de morte.

Os impactos desse fenômeno são graves e responsáveis pela perda da biodiversidade e o desaparecimento de diversas espécies marinhas, causando o desequilíbrio dos ecossistemas. O aconteciemento não trás consequências somente para a vida marinha, mas tabém para os setores da pesca e turismo.

Segundo informações do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), nem sempre o clareamento é fatal para os corais e pode ser revertida caso a temperatura da água volte a resfriar. No entanto, o programa da ONU revela que os branqueamentos estão cada vez mais frenquentes e duráveis - o que contribui para o desaparecimento dos recifes.

Esses ecossistemas servem de abrigo para um quarto de toda a vida marinha e fornece alimento e áreas de reprodução para milhares de espécies.

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