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Prefeitura vai investigar teste de gravidez feito em menina de 11 anos sem autorização dos pais em UPA de Salvador

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Ao BNEWS, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que o episódio está sendo investigado em conjunto com a direção da unidade  |   Bnews - Divulgação BNews
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 15/07/2026, às 11h25 - Atualizado às 11h45



Uma menina de 11 anos foi submetida a um teste de gravidez durante atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, sem autorização da família, segundo denúncia da mãe, Laiza Silva de Jesus. O caso, revelado nesta quarta-feira (15) durante entrevista ao programa Giro Baiana, da Baiana FM e da BNews TV, levou a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) a abrir apuração sobre o atendimento prestado.

Prefeitura diz que caso está em apuração
Ao BNEWS, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que o episódio está sendo investigado em conjunto com a direção da unidade para esclarecer todas as circunstâncias.

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“A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informa que o caso está sendo apurado em conjunto com a direção da unidade de saúde, com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias do atendimento prestado à paciente. Embora a apuração ainda esteja em andamento, a Secretaria esclarece, de forma geral, que, em determinadas situações clínicas, exames complementares podem ser necessários para confirmar ou descartar hipóteses diagnósticas e orientar a conduta médica, incluindo a prescrição de medicamentos e a realização de procedimentos, sempre de acordo com a avaliação clínica e os protocolos assistenciais.”

A pasta também afirmou que investiga como ocorreu a comunicação com os responsáveis legais durante o atendimento.

“Paralelamente, a Secretaria também apura como ocorreu a comunicação com os responsáveis legais durante o atendimento, considerando que o acolhimento, a transparência das informações e o diálogo com a família são princípios fundamentais da assistência prestada pela rede municipal de saúde.”

A SMS declarou ainda que poderá adotar medidas administrativas, caso sejam identificadas falhas.

“A SMS lamenta qualquer situação que possa ter gerado desconforto à paciente e aos seus familiares e reafirma seu compromisso com uma assistência humanizada, ética e pautada em critérios técnicos. Caso sejam identificadas inconsistências na condução do atendimento, serão adotadas as medidas administrativas cabíveis, conforme os resultados da apuração.”

Mãe relata perguntas e exame sem explicação
Segundo Laiza, a filha deu entrada na unidade com dor de cabeça e náuseas, mas o atendimento gerou estranhamento desde o início.

“E aí, no atendimento, tinham três médicos, dois homens e uma mulher. O profissional, em vez de prestar o atendimento à minha filha, ele ficou fazendo perguntas se minha filha namorava, se menstruava, e tinha relações sexuais”, disse.

A mãe afirma que um exame foi solicitado, mas sem explicação sobre qual procedimento seria realizado.

“E aí eles passaram um exame, um exame que ele não... Não explicou que exame seria.”

Resultado só foi descoberto em casa
De acordo com Laiza, o médico informou que não havia alteração e atribuiu os sintomas a um quadro gripal. A menina recebeu alta ainda com dor de cabeça.

“Eu falei: ‘Aí, doutor, teve alguma alteração no exame?’. Ele: ‘não’. Eu falei: ‘é, eu tô até desconfiada porque eu comi um peixe com ela no domingo, e a praia está poluída, né? Eu achei até que foi o peixe que fez mal’. Ele: ‘não, ela está gripada’.”

Já em casa, a mãe identificou que o exame realizado era um Beta-hCG, utilizado para detectar gravidez.

“Eu levei o Beta para casa. Minha filha foi me relatando: ‘Mãe, os médicos me perguntaram se eu namorava, se eu menstruava e se eu tinha relações sexuais’. Quando eu fui abrir o exame, era um Beta. Só vim dar conta em casa.”

Família tentou esclarecimentos na unidade
Após descobrir o exame, a família retornou à UPA de Paripe, mas afirma que não conseguiu atendimento.

“Eu desci com o pai dela, vim falar, eles não me deixaram entrar, chamou o policial para o meu esposo, meu esposo começou a gritar aí, falando que a filha dele era de menor, não autorizou esse exame”, relatou.

Laiza também disse que procurou a assistência social da unidade, mas não obteve solução.

“Aí eu falei com a assistência social, ela disse que não poderia fazer nada por mim.”

Segundo a mãe, uma técnica sugeriu que o exame fosse repetido no dia seguinte.

“Ela: ‘Mãe, eu sei que você é um pouco ocupada, por que você não vem de novo amanhã, para repetir o exame?’ Eu acho que ela já sabia que era um Beta, para não me dizer, para não ser antiética, né?”

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paripe é administrada pelo IGH (Instituto de Gestão e Humanização), organização social responsável pela gestão administrativa, operacional e médica da unidade, sob regulação e fiscalização da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

Leia a íntegra da nota enviada pela prefeitura por meio da SMS
"A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informa que o caso está sendo apurado em conjunto com a direção da unidade de saúde, com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias do atendimento prestado à paciente. Embora a apuração ainda esteja em andamento, a Secretaria esclarece, de forma geral, que, em determinadas situações clínicas, exames complementares podem ser necessários para confirmar ou descartar hipóteses diagnósticas e orientar a conduta médica, incluindo a prescrição de medicamentos e a realização de procedimentos, sempre de acordo com a avaliação clínica e os protocolos assistenciais.

Paralelamente, a Secretaria também apura como ocorreu a comunicação com os responsáveis legais durante o atendimento, considerando que o acolhimento, a transparência das informações e o diálogo com a família são princípios fundamentais da assistência prestada pela rede municipal de saúde.

A SMS lamenta qualquer situação que possa ter gerado desconforto à paciente e aos seus familiares e reafirma seu compromisso com uma assistência humanizada, ética e pautada em critérios técnicos. Caso sejam identificadas inconsistências na condução do atendimento, serão adotadas as medidas administrativas cabíveis, conforme os resultados da apuração."

Classificação Indicativa: Livre

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