Cidades

“Espanca até matar”: Vídeo com canto violento entre crianças em escola gera denúncia ao Ministério Público

Reprodução / Redes Sociais / Instagram
Vídeo de crianças em Florianópolis cantando versos violentos provoca indignação e leva a denúncia ao Ministério Público  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Instagram
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 30/03/2026, às 13h09 - Atualizado às 13h19



Um vídeo gravado em uma atividade escolar em Florianópolis, capital de Santa Catarina, provocou forte repercussão nas redes sociais após mostrar crianças uniformizadas entoando um canto com conteúdo violento.

📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube!

As imagens foram divulgadas pelo vereador Bruno Ziliotto (PT-SC), que também formalizou uma denúncia ao Ministério Público de Santa Catarina por possível incitação à violência.

No registro, os estudantes aparecem cantando versos como: “Bate na cara, espanca até matar; arranca a cabeça e joga ela no mar. E o interrogatório é muito fácil de fazer; eu pego o inimigo e dou porrada até morrer.” 

O parlamentar afirma que o conteúdo, além de agressivo, é ainda mais preocupante por estar sendo reproduzido por crianças e adolescentes durante uma atividade escolar. A denúncia menciona o curso Unibe Escola Pré-Militar, que oferece preparação para carreiras militares e concursos.

ASSISTA:

Em suas plataformas institucionais, a escola afirma trabalhar com um método “direto ao ponto, inovador e robusto”, voltado para jovens interessados em seguir profissões ligadas às forças armadas e de segurança.

Nas redes sociais da unidade de Florianópolis, o curso divulga atividades como treinos gratuitos, campanhas como o “Bolsão 2026” e registros de turmas chamadas de “mirins”, compostas por crianças que participariam de um processo de formação baseado em uma “metodologia exclusiva”.

Segundo o vereador, embora o site do curso informe que as aulas são destinadas a jovens entre 14 e 17 anos, o vídeo divulgado indicaria a presença de crianças com idade aparentemente inferior a esse limite.

A instituição ainda não se pronunciou sobre o caso.

Postagens feitas pela própria escola nas redes sociais também foram citadas na denúncia. Um dos registros mostra uma confraternização realizada em dezembro de 2025 com a hashtag #desafiomirim, na qual aparecem crianças participando de atividades recreativas e exercícios em posição de sentido.

Outro vídeo, publicado em novembro do mesmo ano, mostra uma atividade pedagógica envolvendo a simulação de granadas. Na legenda, a escola afirma que explicar o funcionamento desse tipo de equipamento pode ajudar crianças a compreender que materiais bélicos existem para a defesa do país em situações específicas.

Nas imagens, os alunos aparecem confeccionando modelos simulados de granadas utilizando tinta e outros materiais. As informações são do ICL Notícias.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)