Cidades

“Não é dono da cidade”, dispara Olga Pontes sobre Bruno Reis durante audiência pública

Bernardo Rego / Bnews
Representante do Movimento Morro do Ipiranga criticou prefeito da cidade por ‘leiloar’ áreas verdes na capital  |   Bnews - Divulgação Bernardo Rego / Bnews

Publicado em 24/03/2025, às 18h56   Bernardo Rego e Aina Soledad



Durante audiência pública para discutir sobre os impactos ambientais das vendas de áreas verdes da capital, a representante do Movimento Morro do Ipiranga, Olga Pontes, criticou a falta de diálogo da prefeitura de Salvador com a sociedade. Pontes defende que, quando se está disposto a ouvir, é possível chegar a resultados e soluções melhores.

“O município não está com vontade de dialogar, o município não quer, de alguma forma, ouvir os argumentos e, tampouco, que é pior, não quer ouvir, não quer prestar esclarecimentos. Nós da sociedade, através de diversos vereadores, inclusive, já fizemos diversos ofícios para a Secretaria da Fazenda, solicitando informações do porquê áreas foram desafetadas, do porquê áreas estão sendo vendidas, mas a única justificativa que a gente recebe é aquela em voz pública dizendo que se está sendo desafetado que não tem nenhum verde ou que não tem qualquer valor porque não paga o IPTU”, disse em entrevista ao Bnews, na noite desta segunda-feira (24), ao explicar que, ainda assim, esta não é uma justificativa plausível.

Mais cedo, em entrevista, Bruno Reis afirmou que a gestão municipal já incorporou cerca de R$ 400 milhões em razão de desapropriações de terrenos "sem utilidade". No entanto, para a representante do Movimento Morro do Ipiranga, essa é mais uma justificativa incompreensível da prefeitura.

“Então, senhor prefeito, se o senhor incorporou 400, por que o senhor está desafetando 16 milhões? Esses 16 milhões são patrimônio cultural e paisagístico dessa cidade, são áreas de respiro, são áreas que dão identidade da cidade. Eles não podem ser vendidos. Eu entendo que o senhor é prefeito, foi eleito como prefeito, mas o senhor não é dono da cidade. A cidade pertence aos soteropolitanos que merecem o direito de discutir e entender a gestão municipal”, afirmou Olga.

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