Cidades
Publicado em 09/10/2025, às 09h40 - Atualizado às 13h45 Luiz Guilherme e Alex Torres
O protesto dos cegonheiros contra a montadora chinesa BYD segue ganhando força nos arredores da fábrica em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, nesta quinta-feira (9). Os trabalhadores ligados à empresa afirmam que foram deixados de fora das operações de transporte de veículos e cobram o direito de continuar prestando serviço à empresa chinesa, como faziam desde o início das atividades da montadora no país.
Os cegonheiros estão acampados há alguns dias em frente à unidade e permaneceram até a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo espera que o governo intervenha para abrir diálogo com a montadora e buscar uma solução para o impasse.
Em entrevista ao BNEWS, o presidente do Sindicato dos Cegonheiros da Bahia (Sintraveba), João Formiga, explicou que o protesto é uma reação à perda de parte do serviço de transporte de veículos da BYD. Segundo ele, a montadora teria repassado a operação para uma empresa de Porto Alegre, que nunca havia trabalhado com a marca.
“Desde que a BYD chegou ao Brasil, fomos nós que transportamos os carros, inclusive para cidades distantes, enfrentando dificuldades e, muitas vezes, até prejuízo para garantir as entregas”, afirmou. “Agora, do nada, a melhor parte do serviço foi passada para outra empresa, e a gente ficou sem trabalho. Queremos entender o que aconteceu.”
Formiga disse ainda que o sindicato tenta diálogo com representantes da empresa e do governo estadual, mas que as negociações não avançaram. “Há algo estranho nessa mudança. Estamos parados há cerca de 30 dias, tentando negociar, mas como não houve avanço, viemos protestar. Nosso ato é pacífico — queremos apenas o direito de voltar a trabalhar.”
O presidente do Sindicato dos Cegonheiros da Bahia, João Formiga, explica em frente a BYD é uma reação à perda de parte do serviço de transporte de veículos da montadora. pic.twitter.com/isbQTuQyDD
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O carreteiro Fábio Mendes também participou do protesto e reforçou que o movimento é pacífico. Segundo ele, os trabalhadores querem apenas recuperar os postos de trabalho perdidos após a mudança na logística de transporte da BYD.
“É um ato tranquilo, bem organizado. A gente só quer chamar a atenção para que devolvam nossos postos de trabalho”, afirmou. “Sempre atendemos bem a BYD, desde os primeiros carros que chegaram ao país, e de repente fomos pegos de surpresa com essa decisão da diretoria”, disse à reportagem.
Fábio contou que o grupo foi informado de que todo o serviço, antes dividido entre várias empresas, passou a ser concentrado em apenas uma transportadora.
O carreteiro Fábio Mendes também participou do protesto e reforçou que o movimento é pacífico. Segundo ele, os trabalhadores querem apenas recuperar os postos de trabalho perdidos após a mudança na logística de transporte da BYD. pic.twitter.com/cQXWqsxNPf
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Além disso, donos de autoescolas também estão presentes na localidade, carregando, inclusive, algumas bandeiras e faixas com os dizeres "vidas não tem preço".
Em meio a 500 autoescolas que temos no estado da Bahia, mais de 100 veículos de todo o estado estão aqui, mais de 100 veículos que estão aqui, vão ter uma presença. Muitos carros desses com 3 a 4 ocupantes, funcionários do CFC", disse um representante presente no protesto.
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