Conjuntura Atual

Conjuntura Atual: Bolsonaro, a Petrobras e os dilemas dos coaches

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Publicado em 23/02/2021, às 20h04    Divulgação    Luiz Fernando Lima*

Petrobras

Enquanto investidores, amadores ou profissionais, debatem o impacto do anúncio da substituição do comando da Petrobras, feito pelo presidente Jair Bolsonaro, a vida real acontece nas cidades. Os preços de combustível e gás de cozinha explodem e ficam insustentáveis. Não tem auxílio emergencial que consiga suprimir o mínimo. Os coaches que se debruçam sobre o orçamento familiar estão sem saber o que ensinar.


Dólar vai

Indexar o preço de combustível ao dólar é para país estável. Em tempos do atabalhoado Bolsonaro na presidência é preciso tirar qualquer relação da moeda norte-americana com a brasileira. A desvalorização do real não vai parar por agora.


Emergência

No final do ano, depois de muita peleja, foi sancionada a nova regulamentação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A prevista na PEC Emergencial propõe em um modesto inciso esvaziar o fundo. Paulo Guedes diz que só fica se a PEC for aprovada.


Emergencialmente

O senador Otto Alencar, em conversa com o Conjuntura Atual, deixou claro que vê a medida como gordura para negociar a PEC. “Não existe este negócio de tirar dinheiro do Fundeb. É sem pé nem cabeça”. Otto assumiu a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos e deixou claro que desse jeito a PEC não passa. Vamos acompanhar!


Vinculação

O senador também comentou os abusos nos preços dos combustíveis e a indexação ao dólar. De acordo com ele, este é um equívoco que vem desde a gestão de Pedro Parente na Petrobras (2016-2018). “A instabilidade política, administrativa e jurídica do país com Bolsonaro piora muito todo este cenário que não é bom”.


Brasilidades 

O Brasil é realmente um país que precisa ser melhor estudado. Por aqui, convém chamar lobista de multinacional de promotor. O ex-deputado Rogério Rosso que o diga. A União Química com a Sputnik V agradecem o dinheiro bem investido.


Crescente

A Educação pública no Brasil é capenga e clama por qualquer tentativa de solução. A situação é tão ruim que paralelo ao crescimento da pressão pelo “volta às aulas” veio também o novo pico de contaminação pelo coronavírus. É a soma da má sorte com a pouca atenção. O contingente de crianças, adolescentes e jovens que estão logrados ao ostracismo é enorme e crescente. Complicado ver o futuro diante de um cenário tão irresponsável politicamente.


Decrescente

O professor da Universidade Federal da Bahia, Uallace Moreira, sentencia em um twitter: A PEC Emergencial do Guedes, amigo do mercado, é a destruição da educação, saúde e BNDES. A PEC acaba com os gastos mínimo para saúde e educação e afeta os recursos do BNDES. É o ajuste do mercado, que aprova essa “intervenção”. Sobre o banco de desenvolvimento, o professor esclarece. “A PEC também fragiliza mais ainda o BNDES, pois o texto também acaba com a destinação de 28% da arrecadação do PIS e Pasep para o BNDES, já tentada pelo governo durante a reforma da Previdência em 2019”.


Luiz Fernando Lima é jornalista e comenta política às terças e quintas no BNews Agora na rádio Piatã FM, com passagens pelo BNews, jornais A Tarde e Tribuna da Bahia.

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