Coronavírus

Em Porto Seguro, Bolsonaro reforça que não tomará vacina e ironiza: "Se virar jacaré, é problema seu"

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Bolsonaro viajou a Porto Seguro para assinar duas medidas provisórias para renegociação de dívidas

Publicado em 17/12/2020, às 19h13    Reprodução/Youtube    Pedro Vilas Boas

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), reforçou, em visita a Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia, nesta quinta-feira (17), que não tomará vacina contra a covid-19. Ele ainda questionou as consequências do imunizante.

"Eu não vou tomar. Oh, imbecil, idiota, que tá dizendo que sou péssimo exemplo, eu já tive o vírus; já tenho anticorpos. Se você virar um jacaré, é problema de você (sic). Se virar super-homem, nascer barba em alguma mulher, ou homem começar a falar fino, eles [responsáveis pela vacina] não têm nada a ver com isso. Como pode obrigar alguém a tomar vacina que não completou a terceira fase?", indagou, durante discurso.

Bolsonaro viajou a Porto Seguro para assinar duas medidas provisórias para renegociação de dívidas. Segundo o governo federal, as medidas provisórias vão possibilitar que empreendedores possam renegociar dívidas com os Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) e com os Fundos de Investimentos da Amazônia (Finam) e do Nordeste (Finor).

Também estavam presentes no evento o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, além do prefeito eleito em Porto Seguro, Jânio Natal (PL), e o deputado federal baiano Jonga Bacelar (PL).

Vacinação obrigatória

Mais cedo, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria pela imposição de medidas restritivas para quem não se vacinar contra a covid-19. O tribunal decidiu que a vacinação deve ser obrigatória, mas que isso não significa vacinar alguém à força.

O imunizante da Pfizer se encontra em estudos clínicos de fase 3 no Brasil, para comprovar eficácia da vacina. São os dados desses testes que a Pfizer agora submeterá de forma contínua à Anvisa para tentar o registro definitivo da vacina.

Nesta quinta, o governo de São Paulo voltou atrás e decidiu, para conseguir a aprovação da CoronaVac, que também vai solicitar o registro para uso emergencial à Anvisa. Na segunda-feira (14), o governador João Doria (PSDB) havia dito que o instituto pretendia solicitar apenas o registro definitivo da vacina, e não o emergencial.

De acordo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, uma nova correspondência do Ministério da Saúde recebida pelo governo estadual mostra que a pasta tem interesse na vacina autorizada pela Anvisa, e não apenas na vacina com registro definitivo.

A CoronaVac está na terceira fase de testes e a eficácia precisa ser comprovada antes da liberação pela Anvisa.

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