Coronavírus

EUA apertam exigências, e viajantes terão que fazer teste de Covid na véspera do embarque

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Governo busca dar uma resposta em meio ao avanço da variante ômicron

Publicado em 02/12/2021, às 16h13    Arquivo BNews    Redação

O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciará nesta quinta (2) novas medidas de combate ao coronavírus a serem adotadas pelo país, incluindo mudanças nos protocolos de entrada de viajantes internacionais.
Agora, será necessário apresentar um teste de Covid-19 com resultado negativo realizado na véspera do embarque. Atualmente, o exame pode ser feito até três dias antes da viagem.

A medida, que deve começar a valer na próxima semana, atinge todos os viajantes internacionais, que também precisarão estar completamente vacinados para entrar nos Estados Unidos.
Biden anunciará todas as medidas oficialmente na tarde desta quinta, mas parte delas foi antecipada à imprensa pela Casa Branca. O governo busca dar uma resposta em meio ao avanço da variante ômicron, potencialmente mais contagiosa, que teve o primeiro caso registrado nos EUA na quarta (1º).

Para os viajantes, haverá também uma ampliação na exigência do uso de máscaras em aviões, trens e transporte público, até 18 de março de 2022. A multa mínima em caso de descumprimento da regra será de US$ 500 (R$ 2.817) e poderá chegar a US$ 3.000 (R$ 16,9 mil) em caso de reincidência.
Ao todo, o plano terá nove pontos, com destaque para a ampliação da distribuição de doses de reforço das vacinas. Elas serão oferecidas a todos os adultos e deverão ser tomadas seis meses após a segunda dose dos fármacos de Pfizer e Moderna, e dois meses depois da aplicação da dose única da Janssen. O reforço será oferecido em 80 mil pontos, e mais de 41 milhões de pessoas já receberam a dose extra.

O governo também ampliará a vacinação de crianças a partir de cinco anos de idade, para dar mais segurança para as escolas permanecerem abertas -no país, 99% dos centros de ensino estão com aulas presenciais, segundo a Casa Branca. Há planos ainda para garantir que empresas continuem abertas e para a realização de campanhas para que mais empregadores cobrem a imunização de funcionários.
Biden também deve exigir que os planos privados de saúde reembolsem todos os 150 milhões de clientes que pagam por esse serviço no país com 100% do custo de testes caseiros, segundo funcionários da Casa Branca à agência de notícias Reuters -a regra não valerá retroativamente. O governo também deve disponibilizar 50 milhões de testes gratuitos em clínicas rurais e centros de saúde para não segurados.

Para ajudar o tratamento de infectados pelo coronavírus, a administração do democrata terá equipes médicas de resposta rápida, a serem enviadas aos estados onde houver alta súbita de casos.
A Casa Branca promete ainda aumentar o acesso a medicamentos para tratar a Covid e garantir que novas drogas aprovadas cheguem rapidamente a todo o país. No cenário internacional, o governo Biden deve se comprometer a acelerar a doação de vacinas. Os EUA falam em fornecer 1,2 bilhão de doses a outras nações, sendo que 200 milhões seriam entregues nos próximos cem dias.

Há, também, a perspectiva de expandir a produção de imunizantes no exterior, bem como acelerar a adaptação de vacinas para a nova variante, caso seja necessário. Estudos ainda estão sendo feitos para aferir a capacidade dos imunizantes atuais de conterem a ômicron.

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