Justiça
por Bernardo Rego
Publicado em 01/08/2024, às 14h58
A advogada Ana Patrícia Dantas Leão, especialista em Direito de Família e candidata à eleição da OAB-BA, criticou e pediu um posicionamento do órgão sobre a segunda fase da Operação Cianose, que investiga o desvio de valores na aquisição de respiradores pelo Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste).
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Na oportunidade, foram alvos da operação empresários e advogados, entre eles o criminalista Marinho Soares, que possui mais de 250 mil seguidores nas redes sociais. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em um escritório de advocacia no Edifício Millenium, localizado na Avenida Magalhães Neto, em Salvador, na Bahia. Os agentes também estiveram no Condomínio Mansão Victory Tower, residencial de alto padrão no Corredor da Vitória.
Dantas Leão criticou a OAB no sentido de, nas palavras dela, um dos envolvidos receber a intimação da PF sem saber o teor da operação. Além disso, um dos advogados teve o celular apreendido pelos agentes.
Segundo a advogada, em operações desta natureza é preciso ter conhecimento das razões pelas quais está sendo alvo da operação policial. “A operação da PF é sigilosa, mas sigilosa não deve ser a atuação da Ordem. A OAB deve quebrar o silêncio e esclarecer para a advocacia como atuou na defesa dos advogados”, disse Leão.
De acordo com a PF, os delitos investigados incluem crimes licitatórios, desvio de recursos públicos, lavagem de capitais e organização criminosa.
Procurada pela reportagem do BNews, a OAB-BA disse que não vai se pronunciar sobre opiniões emitidas por profissionais inscritos no quadro da Ordem. Apenas irão comentar sobre a como a operação foi conduzida e acompanhada pela Comissão de Prerrogativas. Assim que recebermos a nota oficial, a matéria será atulizada.
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