Justiça

Auxiliar administrativa chamada de "gostosa" e "legítima baiana" pode receber R$ 15 mil de indenização; entenda o caso

Reprodução TRT - 5
O supervisor foi contratado por empresa terceirizada da LG  |   Bnews - Divulgação Reprodução TRT - 5

Publicado em 26/07/2024, às 12h48   Redação



Uma auxiliar administrativa poderá receber uma indenização de R$ 15 mil após ter sido assediada pelo chefe em Salvador. A vítima foi chamada de “gostosa” e “legítima baiana” durante o expediente, de acordo com o Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA). Mas, a decisão cabe recurso.

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Segundo informações do TRT, o constrangimento e o assédio aconteceram em uma empresa terceirizada da LG, quando o supervisor foi contratado, em 2021, para implantar uma nova organização de trabalho exigida pela LG. Desde então, o homem vem assediando as funcionárias, exigindo metas imbatíveis e além disso constantemente alterava as funções dos colaboradores.

Durante depoimento, a testemunha contou que viu o supervisor falando à auxiliar administrativa que ela era uma "legítima baiana", porque ela "andava se arrastando, era preguiçosa e falava muito alto".

Bem como, a vítima ouvida pelo TRT confirmou o assédio e destacou que o homem que era seu chefe se comportava como “um psicopata com os funcionários”. De acordo com a mulher, o acusado obrigava os funcionários a fazer limpezas dos locais de trabalho, chamava os funcionários de preguiçosos, imitando um bicho-preguiça e por diversas vezes chamava as funcionárias de “gostosas” e comentava que elas tinham “a bunda grande”. 

A Manpower Staffing Ltda, terceirizada da LG, alegou que o supervisor não era seu empregado e que não poderia responder por atos de terceiros, além de afirmar que a funcionária nunca sofreu qualquer assédio. Já a LG destacou não ser empregadora da vítima.

As duas empresas devem pagar a indenização para a juíza que analisou o caso, condenando as instituições a pagarem uma indenização no valor de R$ 10 mil. Elas alegam que a funcionária nunca se apresentou para denunciar o supervisor.

A desembargadora Eloína Machado, relatora do recurso, o ambiente de trabalho não era saudável e aumentou o valor para R$ 15 mil na indenização, considerando a gravidade da conduta empresarial.

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