Justiça
Publicado em 23/05/2025, às 14h58 - Atualizado às 15h18 Claudia Cardozo e Adelia Felix
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, abriu sua participação no XVII Congresso Brasileiro de Direito do Estado, nesta sexta-feira (23), em Salvador, abordou o que chamou de “orgia de dados”, expressão usada para ilustrar o volume avassalador de informações que circulam nas redes, são armazenadas e processadas, muitas vezes, sem qualquer controle efetivo.
O ministro alertou sobre o avanço acelerado da inteligência artificial (IA) e os riscos da chamada “singularidade”, quando máquinas podem desenvolver consciência própria e vontade autônoma. “Parece filme de ficção científica… e felizmente ainda é. Mas já há cientistas que apontam um risco real disso acontecer nas próximas décadas”, explicou.
Barroso defendeu a urgente necessidade de regulamentação da IA, especialmente para proteger direitos fundamentais, a privacidade, a liberdade de expressão e a chamada autonomia cognitiva — ou seja, a capacidade das pessoas de pensarem livremente, sem serem manipuladas por algoritmos.
“O problema é que ninguém quer parar. Nem empresas, nem governos. Existe uma corrida frenética, uma verdadeira orgia de dados e informações, e o direito corre atrás tentando colocar ordem nisso tudo”, avaliou.
O ministro também destacou que o mundo vive uma transformação sem precedentes. “Estamos transferindo capacidades humanas para as máquinas. E, se não cuidarmos, as decisões mais importantes da nossa vida poderão ser tomadas fora de nós mesmos — e talvez, contra nós.”
E acrescentou: “Seja na vida, no amor ou no direito, tudo precisa de limites. Até a inteligência artificial.”
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