Justiça

Barroso destaca 'bravura' de Alexandre de Moraes e reforça independência do STF e Judiciário brasileiro

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Durante a sessão, Barroso relembra a história do Brasil e a atuação do STF em defesa da democracia e da Constituição  |   Bnews - Divulgação Foto: Divulgação
Claudia Cardozo

por Claudia Cardozo

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Publicado em 01/08/2025, às 11h20 - Atualizado às 11h23



O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou a agenda de julgamentos nesta sexta-feira (1º), iniciando as sessões plenárias deste segundo semestre de 2025. A sessão ocorre após as medidas impostas pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes

O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, saiu em defesa do colega de toga, relator das ações penais dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Durante a abertura, Barroso destacou que na “democracia tem lugar para todos”

Barroso iniciou sua fala fazendo um relato histórico sobre períodos importantes do país e a atuação do STF, nesses casos, relatou também fatos da ditadura do Brasil. “O excesso civilizador existe para reprimir o mal ou potencializar o bem. As ditaduras frequentemente fazem o contrário”, asseverou o presidente do STF. 

Ele afirmou que a Constituição Federal de 1988 proporcionou ao país o “mais longo período de estabilidade institucional da nossa história pública”. Lembrou que neste período, o país sofreu dois processos de impeachment, e que, desde 2016, a democracia ficou abalada. 

Narrou que, mais precisamente, desde 2019, houveram diversos atentados terroristas em Brasília, tentativa de invasão da sede da Polícia Federal, tentativa de expulsão de bombas no Supremo Tribunal Federal, acusações reiteradamente falsas de fraude e de autorão da eleição presidencial, além de mudança do relatório das Forças Armadas sobre a ausência de fraudes nas urnas eletrônicas.

Barroso asseverou que “foi necessário um tribunal independente e atuante para evitar o colapso das instituições que ocorreu em vários países do mundo, mas se voltou à América Latina”. 

Em defesa do colega de toga ministro Alexandre de Moraes, o presidente foi enfático ao dizer que todo devido processo legal tem sido observado na relação das ações penais contra os atos antidemocráticos de 8 de janeiro. “As ações públicas são acompanhadas por advogados, pela imprensa e pela sociedade”, pontuou. 

Barroso afirmou que a marca do Judiciário Brasileiro, “do primeiro grau ao Supremo Tribunal Federal, é a independência e imparcialidade”. “Todos os réus serão julgados por mais e mais provas produzidas, sem qualquer tipo de interferência”, reforçou. Por fim, Barroso destacou a “bravura” de Alexandre de Moraes, que tem enfrentado custos pessoais elevados por relatar as ações penais na Primeira Turma do STF.

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