Justiça

Bate boca no STF: Toffoli e Mendonça discutem sobre voto em caso de entrevista de magistrados

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A sessão da Segunda Turma do STF teve uma discussão intensa sobre liberdade de expressão entre os ministros Toffoli e Mendonça  |   Bnews - Divulgação Foto: Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 12/11/2025, às 13h45



A sessão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada nesta terça-feira (11), com a estreia do ministro Luiz Fux, já entrou para a história da Corte. Os ministros Dias Toffoli e André Mendonça discutiram durante a sessão sobre a liberdade de expressão.

O caso concreto envolve a discussão de um pedido de indenização movida por um juiz contra um procurador da República por causa de uma entrevista em que ele se considerou ofendido.


A briga começou com Mendonça lendo o seu voto em um processo relatado por Toffoli, que interrompeu o colega na hora, incomodado com as declarações, alegando que Mendonça estava deturpando seu posicionamento anterior — um voto que tinha sido unânime.


“Vossa Excelência está deturpando o meu voto, com a devida vênia,” disparou Toffoli, sem meias palavras. Mendonça, por sua vez, tentou manter a calma, rebatendo na mesma hora: “Não, não estou. Eu estou lendo.”


A tensão se elevou quando Toffoli insistiu que Mendonça estava “colocando palavras” onde elas não existiam, reforçando ser ele o relator. Com isso, Mendonça rebateu: “Vossa Excelência está um pouco exaltado por causa desse caso, sem necessidade”. Na tréplica, Toffoli afirmou que fica “exaltado com covardia”.


Apesar da discussão acalorada, Mendonça manteve a divergência, optando por acompanhar o voto do ministro Luiz Edson Fachin e votando contra o relator, Dias Toffoli. No X, antigo Twitter, o advogado constitucionalista André Marsiglia lançou uma crítica contundente e cirúrgica sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) em uma única postagem:

Não sei o que é pior: Toffoli, diante de Gilmar, afirmar que juiz dar entrevista é “ilegal e inconstitucional”, ou Mendonça precisar explicar a Toffoli o próprio voto dele. O que esperar de quem quer anular até a Lava Jato do Peru?

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