Justiça
Publicado em 29/09/2025, às 22h34 Claudia Cardozo e Aina Soledad
Com trajetória marcada pela luta contra a violência doméstica, a juíza Andremara dos Santos comentou sobre a importância do discurso de posse do novo presidente do Superior Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, em relação ao combate à violência doméstica e ao feminicídio, e como isso pode influenciar as ações na Bahia.
"Essa pauta, não só a violência doméstica, mas ele falou explicitamente, expressamente no enfrentamento ao feminicídio. Então, isso não é surpresa, porque a história do ministro Fachin, do professor Fachin, que formou tantas gerações, está envolvida com essa pauta desde o Paraná", afirmou.
O posicionamento, para ela, representa um ‘conforto’. "É um acalento para nós que trabalhamos nessa área, saber que teremos na presidência do CNJ [Conselho Nacional de Justiça] e na presidência do STF um ministro que tem este compromisso."
A magistrada também afirmou que Fachin fará uma boa gestão, focada nos direitos humanos, no combate ao racismo e ao feminicídio: "Eu acredito que sim porque a história dele, o homem humanista, o presidente hoje do STF é um humanista. Eu tive a honra de trabalhar com a ministra Carmen Lúcia, que oficializou, normatizou um programa, uma política judiciária nacional de enfrentamento à violência contra a mulher, e tenho muita esperança sim, eu acredito mesmo, tenho fé, como ele estava dizendo, que com a compreensão que ele tem, com a humanidade, o humanismo que ele tem ao longo da carreira, não só ao longo da vida, acredito sim que ele cumprirá essa pauta."
Sobre o impacto na Bahia, a juíza tem expectativas positivas e que ações serão somadas as atividades já desenvolvidas pelos órgãos competentes no estado.
“A Bahia, como unidade federada, eu espero que seja muito bem influenciada por essas pautas no CNJ e do STF, mais pelo Conselho Nacional de Justiça, e que o executivo, os executivos estaduais, os municipais, todos venham a somar, além do judiciário que já está empenhado, com o TJBA por elas, com todas as campanhas que têm sido feitas pelo Tribunal de Justiça, pela presidente Cynthia Resende e pela desembargadora Nagila Brito, que é a coordenadora das Mulheres em Situação de Violência. Acredito que se houver essa vontade política, se essa vontade política declarada se materializar, a Bahia só irá somar”, concluiu.
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