Justiça
Uma ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a BYD e duas empreiteiras que prestavam serviços à montadora chinesa por suposto trabalho escravo e tráfico de pessoas.
O MPT pediu que a Justiça condene as empresas a pagarem um valor que gira em torno de R$ 257 milhões por danos morais coletivos e indenizações individuais com valor mínimo 21 vezes maior que o salário do contrato de cada uma das vítimas. Além disso, uma remuneração por cada dia em que foram submetidas a tais condições de trabalho análogas à escravidão.
Além disso, os procuradores também reinvidicam para que a BYD, o Jinjiang Group e a Tecmonta sejam multadas em R$ 50 mil para cada item que for descumprido nas normas brasileiras de proteção ao trabalho. A quantia deve ser multiplicada pelo número de trabalhadores prejudicados.
De acordo com o jornal O Globo, em dezembro de 2024, 220 trabalhadores chineses foram encontrados em situação análoga à escravidão e vítimas de tráfico internacional de pessoas. O MPT afirma que todos os trabalhadores entraram de maneira irregular no país, com vistos de trabalho para serviços que não correspondiam às atividades desenvolvidas na obra.
Muitos deles foram encontrados em alojamentos onde ficavam amontoados e sem condições de higiene e sob vigilância armada. Passaportes também foram retidos, contratos de trabalho foram feitos com cláusulas ilegais além de jornadas exaustivas sem descanso. A apuração do caso começou após uma denúncia anônima em 2024.
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