Justiça

Tenente é absolvido e ex-PM é condenado a 13 anos de prisão por morte do menino Joel

Reprodução
Crime aconteceu durante uma operação da PM, em novembro de 2010, no bairro de Nordeste de Amaralina  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 07/05/2024, às 18h29 - Atualizado às 19h00



Após 13 anos de espera, enfim saiu o resultado do julgamento referente a morte do menino Joel, assassinado com um tiro em novembro de 2010, quando ele tinha apenas 10 anos. O crime aconteceu durante uma operação da Polícia Militar (PM-BA) no bairro de Nordeste de Amaralina, em Salvador.

Inscreva-se no canal do BNews no WhatsApp

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Dentre os nove agentes que atuaram na respectiva operação, apenas dois foram arrolados para réu do caso. Responsável pelo tiro que acertou a criança, Eraldo Menezes de Souza, de 46 anos, foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. 

O outro agente denunciado foi o tenente Alexinaldo de Santana Souza, que era o comandante da operação. Ele respondia pela acusação de omissão de socorro, mas foi absolvido pelo entendimento no juri.

A decisão ainda cabe recursos. Sendo assim, Eraldo só começará a cumprir a pena após o esgotamento deles. O julgamento do caso teve início nesta segunda-feira, e prosseguiu nesta terça. 

A denúncia do Ministério Público (MP-BA), realizada em 14 de janeiro de 2011, apontava que os acusados respondiam por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, fútil e por impossibilitar a defesa da vítima.

Relato dos réus

Na segunda-feira, Eraldo assumiu ter sido o responsável pelo tiro que matou Joel. No entanto, ele alegou que o disparo foi efetuado de maneira acidental, após ele "pisar em algo e escorregar". Ele disse ainda que, inicialmente, não sabia que teria atingido a criança, mas que foi informado após laudo pericial. 

Já Alexinaldo negou que tivesse havido qualquer omissão de socorro durante a ocorrência. Ele relatou que não estava próximo ao local de onde aconteceu o disparo e, quando chegou no local, Joel já havia sido socorrido por familiares. 

Advogado de defesa do tenente, Vivaldo Amaral afirmou que o cliente ainda chegou a ir no hospital onde a criança havia sido levada. "Na condição de comandante da operação e se solidarizando com a família, ele foi até o hospital que a criança havia sido levada para poder ajudar de qualquer forma dentro das suas competências", disse o advogado, em entrevista a Record TV, durante a manhã.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)
{# Os assets da galeria (unitegallery) sao injetados em bones/objects.py, somente quando o artigo tem galeria. #}