Justiça

Caso Sara Freitas: advogado da acusação nega situação de insegurança no Fórum de Dias d’Ávila

Rogério Matos acredita que as provas são suficientes para condenar os réus por feminicídio e outros crimes. - Reprodução/Bnews
Rogério Matos acredita que as provas são suficientes para condenar os réus por feminicídio de Sara Freitas  |   Bnews - Divulgação Rogério Matos acredita que as provas são suficientes para condenar os réus por feminicídio e outros crimes. - Reprodução/Bnews

Publicado em 24/03/2026, às 10h33 - Atualizado às 12h33   Rafaela Kalil e Alex Torres



O julgamento dos três acusados pela morte da cantora gospel Sara Freitas será retomado nesta terça-feira (24), em Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, após ter sido adiado pela segunda vez. O júri foi adiado em novembro do ano passado, quando a defesa dos réus abandonou o plenário e a sessão foi suspensa. Depois disso, o julgamento deveria ter acontecido no dia 3 deste mês, mas foi adiado por decisão da justiça.

Entre os réus estão o ex-marido da cantora, Ederlan Santos Mariano, apontado como mandante do crime, Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como bispo Zadoque, e Victor Gabriel Oliveira Neves. Em entrevista ao BNews, o advogado da acusação, Rogério Matos, destacou que as expectativas para um desfecho favorável são altas, uma vez que a acusação possui todas as provas necessárias para que os réus respondam por feminicídio e outros agravantes.

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Nossa expectativa, reitero, é a melhor possível. Temos mais provas do que precisamos. Nós iremos postular os termos da acusação, para que eles respondam por feminicídio com mais três qualificadores, pelo crime de associação criminosa e o crime de ocultação de cadáver.”, declarou.

Sobre o adiamento que aconteceu em novembro de 2025, quando a defesa alegou insegurança e falta de condições adequadas para realização do julgamento no Fórum em Dias d’Ávila, Matos ressaltou que o local tem policiamento reforçado, classificando como extremamente seguro e relembrou que o julgamento do motorista Gideão, que conduziu Sara até a morte, aconteceu no mesmo local sem complicações.

Houve um adiamento em novembro do ano passado, sob a alegação de que não havia segurança. Os advogados abandonaram o plenário do júri e o julgamento não pôde acontecer. Observando aqui hoje, tem mais policiais do que gente. Aqui está extremamente seguro. E já havia tido um julgamento aqui, o do Gideão, que foi condenado no mesmo local com toda a segurança possível”, concluiu.

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