Justiça

CNJ abre investigação contra desembargador que disse que 'mulheres estão loucas atrás dos homens'

Divulgação/TJPR
Desembargador já foi condenado por violência doméstica contra a irmã e a mãe  |   Bnews - Divulgação Divulgação/TJPR

Publicado em 09/07/2024, às 14h02   Bernardo Rego



O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai abrir uma investigação para apurar a conduta do desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), Luis Cesar de Paula Espíndola, que, durante um julgamento onde era analisado um caso de assédio de um professor contra uma aluna de 12 anos, disse que “as mulheres estão loucas atrás de homens".

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Além disso, o magistrado criticou o que chamou de "discurso feminista desatualizado". "Se Vossa Excelência sair na rua hoje, quem está assediando, quem está correndo atrás de homens são as mulheres, porque não tem homem. Hoje em dia, o que existe é que as mulheres estão loucas atrás dos homens, porque são muito poucos. A mulherada está louca atrás de homem", afirmou Espíndola..


A decisão da investigação foi do Corregedor Nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão. De acordo com Salomão, a investigação é necessária para averiguar a conduta do desembargador. 


"São situações envolvendo possível revitimização de mulheres em processos em curso, indícios de tratamento jocoso envolvendo questões de gênero direcionado a advogadas, magistradas e partes ao longo de julgamentos, e inobservância de normas voltadas à garantia do direito das mulheres, como prerrogativas de advogadas, por exemplo", detalhou.


O desembargador informou, por meio de nota, que não teve a intenção de "menosprezar o comportamento feminino". O TJ-PR emitiu outra nota dizendo que "não endossa os comentários" feitos pelo magistrado, e que foi aberta investigação preliminar no âmbito da Corte.


Luis Cesar de Paula Espíndola foi condenado, em 2023, por violência doméstica contra a irmã e a mãe.

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