Justiça
Enquanto a bola não rola para a Copa do Mundo Feminina de 2027, o trabalho nos bastidores já começou, e a Bahia está no centro das atenções. Com Salvador confirmada como uma das cidades-sede, a Justiça brasileira, sob orientação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), está montando uma operação especial para garantir que os estádios sejam ambientes seguros para todos, especialmente para as mulheres. O objetivo é combater a violência e o desrespeito nos estádios.
A um ano do apito inicial, que será no Maracanã, a Arena Fonte Nova e o Barradão já estão na mira. A ideia é implementar duas estruturas essenciais durante os jogos: o Juizado do Torcedor e a Sala Lilás.
O Juizado do Torcedor é um posto avançado da Justiça dentro ou perto do estádio, funcionando em plantão. O objetivo é resolver na hora qualquer problema, desde brigas e tumultos até crimes mais graves como racismo e misoginia.
Já a Sala Lilás é um espaço de acolhimento seguro e especializado para mulheres e meninas que sofrerem qualquer tipo de violência de gênero, garantindo atendimento humanizado e imediato.
Bahia já tem experiência no assunto
A Bahia não está começando do zero. Segundo informações do então conselheiro do CNJ, o baiano João Paulo Schoucair, que esteve à frente do projeto "Paz nas Arenas", o estado já monitora cerca de 150 pessoas por mau comportamento em estádios.
Além disso, a Arena Fonte Nova e o Barradão já contam com acesso por biometria, uma ferramenta importante para controlar quem entra e sai. "A gente espera deixar uma contribuição para consolidar ambientes esportivos mais seguros e inclusivos", afirmou Schoucair ao fim de seu mandato, em junho de 2026.
As conversas em Salvador envolvem a Federação Baiana de Futebol, a Polícia Militar e o Bahia. Uma das grandes preocupações levantadas aqui é como receber bem os torcedores estrangeiros, garantindo que eles entendam as regras e leis brasileiras, com materiais traduzidos e comunicação clara.
E a punição?
Para quem for flagrado em algum tipo de delito nos estádios, as penas, aplicadas pelo Juizado do Torcedor, vão além de uma simples multa. O infrator pode ser banido dos estádios e obrigado a se apresentar em um batalhão da Polícia Militar antes e depois de cada jogo do seu time. A pena só é considerada cumprida após a comprovação de todas as apresentações.
Essa iniciativa do CNJ já foi testada em outros estados, como Minas Gerais e São Paulo, durante jogos de grande rivalidade, e os resultados foram positivos. Agora, o modelo será aplicado em escala nacional para fazer da Copa do Mundo Feminina de 2027.
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