Justiça

Caso Sara Freitas: Defesa do Bispo Zadoque destaca menor pena de seu cliente e denuncia ameaças

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Advogado afirma que condenação de 28 anos refletiu estratégia de autodefesa e denuncia supostas ameaças sofridas durante o júri em Dias d’Ávila  |   Bnews - Divulgação Débora Marques/BNews
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 26/03/2026, às 23h06



A defesa de Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como Bispo Zadoque, manifestou-se publicamente após a decisão do Tribunal do Júri da Comarca de Dias d’Ávila. No veredito, proferido nesta quarta-feira (25), os jurados condenaram os três envolvidos na morte da cantora gospel Sara Freitas.

Em nota encaminhada à imprensa, o advogado Gabriel Cortes pontuou que a decisão observou com rigor os preceitos legais e constitucionais ao analisar as provas do processo.

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O texto enfatiza que a pena de 28 anos e seis meses aplicada a Zadoque, a menor entre os três condenados, foi resultado direto da estratégia da defesa e dos elementos apresentados pelo próprio réu em seu depoimento.

A manifestação da defesa também rebateu as declarações feitas pelo advogado de Ederlan Mariano, viúvo da vítima e condenado a mais de 34 anos de prisão como mandante do feminicídio.

Segundo Gabriel Cortes, as afirmações vindas da defesa de Ederlan, de que o planejamento do crime integralmente dos executores, constituem uma “narrativa inverídica” que tentaria desviar o foco do resultado do julgamento.

Denúncia de ameaças

Ainda em nota, o advogado Gabriel Cortes afirmou ter sido alvo de constrangimento e ameaças durante o curso do julgamento. A defesa assegura possuir provas armazenadas dessas ocorrências e cita os registros das câmeras de segurança do Fórum para embasar o argumento.

Sobre o julgamento

Os réus foram condenados por feminicídio qualificado por motivo torpe, cometido com emprego de meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

As penas fixadas foram de 34 anos e cinco meses de prisão para Ederlan Santos Mariano; 33 anos e dois meses para Victor Gabriel Oliveira Neves; e 28 anos e seis meses para Weslen Pablo Correia de Jesus. No caso de Weslen, houve redução da pena em razão da confissão apresentada durante o julgamento.

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