Justiça
por Cibele Gentil
Publicado em 26/03/2026, às 21h19
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou duras críticas ao vazamento de conversas de cunho estritamente pessoal entre o empresário Daniel Vorcaro e sua ex-noiva, Martha Graeff. Durante o julgamento acerca da prorrogação da CPMI do INSS, o magistrado classificou o episódio como deplorável e lamentável.
Gilmar Mendes enfatizou que a divulgação de mensagens extraídas de aparelhos celulares apreendidos pela Polícia Federal configura um crime coletivo. O ministro lamentou ainda o fato de ter ocorrido uma espécie de celebração pública em torno da exposição de conteúdos que não possuem qualquer relevância para as investigações em curso.
A indignação do magistrado reside no fato de que os relatórios da investigação incluíram detalhes das relações íntimas do casal. Ele ressaltou que essas mensagens extrapolavam o escopo de apuração sobre as conexões de Vorcaro com o meio político.
Para o decano, a circulação desses dados constitui uma gravíssima violação ao direito à intimidade, ferindo os princípios e limites estabelecidos pela Constituição Federal. Ele ressaltou que o Estado e seus agentes falharam gravemente em seu dever de guarda ao permitir que materiais sigilosos se tornem públicos.
O magistrado já havia usado suas redes sociais para criticar o mesmo fato. Na postagem, Gilmar Mendes escreveu: “A exposição pública de conversas de cunho estritamente privado, desvinculadas de qualquer ilicitude, constitui uma gravíssima violação ao direito à intimidade e uma demonstração de barbárie institucional que transgride todos os limites impostos pelas leis e pela Constituição”.
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