Justiça
por Gabriel Santana
Publicado em 10/07/2026, às 15h50 - Atualizado às 16h57
A desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 17ª região, no Espírito Santo (ES), Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain, foi afastada do cargo após se exaltar e desabafar durante uma sessão realizada na Corte, na última quarta-feira (8).
Clique aqui e inscreva-se no canal do Bnews no YouTube.
Chamberlain declarou que a primeira instância não estaria “produzindo nada” e que, na visão da desembargadora, os membros da segunda corte estariam trabalhando muito. A magistrada ainda questionou que a presença da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) não teria serventia nenhuma na sessão: “o que é que vocês estão fazendo aqui?”.
“O que é que a Ordem dos Advogados do Brasil está fazendo aqui? Eu acho que deveria ter certa responsabilidade nisso. A pessoa vem aqui sustentar, falar. A gente só tem uma decisão a cumprir: a decisão do corregedor. Quando ele diz ‘vamos reestruturar’, vamos reestruturar, porque o primeiro grau não está fazendo nada e está cheio de servidor. Posso tirar uns e colocar no segundo grau. Aí vem a OAB e diz coisa absurda. Não sei o que a OAB está fazendo aqui. Vocês, amados desembargadores, tiveram muita cautela e delicadeza, mas eu não tenho, não”.
Em outro momento da sessão, Chamberlain dispara que a OAB estaria relatando para o Tribunal para trabalhar e, na visão dela, o órgão estaria dizendo era para eles continuarem se ferrando, e eles estariam sendo tratados como animais.
“Vocês continuem se ferrando, trabalhando feito uns animais, que é o que a gente faz”.
No último junho, o rendimento líquido de Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain teve um rendimento líquido de R$ 84.086,80, o que equivale a quase 52 salários mínimos brasileiros. De acordo com a Veja, a sessão em que aconteceu o desabafo da magistrada não julga processos e realiza apenas questões ligadas ao funcionamento do tribunal.
A Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho pediu o afastamento de Marise ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, em trecho da decisão decretada, foi dito que o comportamento da magistrada seria uma vergonha para os seus pares.
“A íntegra da fala da desembargadora, contida no vídeo anexado aos autos, dispensa a degravação. Em todo o seu conteúdo, é possível verificar os gritos, o destempero, a grosseria, a descortesia e o tom de deboche utilizado em vários momentos pela magistrada, que ainda aproveitou para desferir ataques públicos e diretos ao primeiro grau de jurisdição”.
Classificação Indicativa: Livre
Baixou o preço
Top dos Tops
Notebook bom e barato
Super desconto
Qualidade JBL