Justiça
A diretora da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck, revelou ao BNews como a associação participou e apoiou os familiares da líder quilombola Mãe Bernadete após a sua morte em agosto de 2023, além de fazer críticas ao poder público pela falha na garantia de direitos e segurança pública, durante o julgamento dos acusados de matá-la nesta terça-feira (14), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.
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“A Anistia Internacional se mobiliza aqui no Brasil. O assassinato de Mãe Bernadette é uma situação muito trágica que expõe uma fragilidade grande. A falha do governo da Bahia, a falha do governo do Brasil em garantir os direitos conquistados na Constituição Brasileira para o Quilombo Pitanga dos Palmares, a falha do governo da Bahia de garantir segurança pública, a falha do governo federal de garantir uma proteção adequada a uma liderança ameaçada”, disparou Jurema.
Além de ter criticado e apontado erros das instituições de justiça estadual e federal, a diretora também destacou que a Anistia Internacional se relacionou com órgão públicos para “garantir que se coloque todos os esforços e todos os deveres que eles têm na busca por justiça e investigação”.
“O Brasil é um dos países que mais mata gente que luta e é importante repetir isso e não esquecer. Então a Anistia Internacional, nós nos vimos obrigadas a acompanhar esse caso como observadores do que acontece, dialogando com as autoridades da Bahia e do Brasil para garantir que se coloque todos os esforços e todos os deveres que eles têm na busca por justiça, de investigação, de proteção de familiares, de garantia dos direitos das comunidades e de garantia também de uma mensagem pública de que se vai garantir o fim da impunidade”, completou.
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