Justiça

Divórcios: Casamentos desfeitos com mais agilidade marcam novo comportamento na Bahia

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TJ-BA registra aumento expressivo nos divórcios e especialista alerta sobre escolhas jurídicas  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Freepik

Publicado em 20/06/2025, às 14h51 - Atualizado às 15h12   Redação



Um levantamento recente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) revelou que os divórcios no estado cresceram 108% em um intervalo de cinco anos, entre 2018 e 2023. Os dados integram o estudo “Ações Judiciais de Divórcio no Estado da Bahia”, conduzido pelo Grupo de Pesquisa Judiciária (GPJ), e escancaram uma nova fase nos relacionamentos baianos: os fins também estão mais ágeis — e jurídicos.

Entre os três principais caminhos legais para oficializar a separação — o consensual, o litigioso e o extrajudicial —, a maioria dos casais está optando por resolver tudo em comum acordo. A pesquisa mostra que 52,3% dos processos foram consensuais, demonstrando que, apesar do fim da união, o entendimento mútuo ainda prevalece. O advogado Victor Macedo, especialista em Direito de Família e sócio do escritório Santos, Novelli & Macedo (SNM) Advogados, afirma que o suporte de um profissional qualificado é essencial em qualquer uma das modalidades. “O crescimento dos divórcios reflete transformações profundas nas relações afetivas. Quando o casal entende que o vínculo acabou, buscar orientação jurídica é o primeiro passo para garantir um processo justo e tranquilo para todos os envolvidos.”

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No divórcio litigioso, que representa 30,9% dos casos na Bahia, o cenário é mais conturbado. Ele ocorre quando não há consenso entre os cônjuges, exigindo decisões judiciais em pontos como guarda dos filhos, pensão ou divisão de bens. O trâmite tende a ser mais longo e custoso. Já o divórcio extrajudicial, realizado diretamente em cartório, responde por 4,6% das separações, sendo uma alternativa viável apenas quando o casal não possui filhos menores ou incapazes, e desde que não haja gestante envolvida. Esse modelo, segundo Macedo, é o mais rápido e pode ser finalizado em poucos dias, desde que assessorado por um advogado.

A busca por acordos e soluções conciliatórias tem ganhado força, segundo o especialista, por proporcionar não só economia de tempo e dinheiro, mas também menos desgaste emocional. “Uma separação consensual é um alívio para as partes e para o Judiciário. Sempre que possível, é importante priorizar o diálogo e construir um novo começo com menos atritos”, finaliza.

Classificação Indicativa: Livre

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