Justiça
por Mariana Cedrim
Publicado em 12/05/2026, às 21h21
O empresário Thiago Miranda, da agência MiThi, prestou depoimento à PF (Polícia Federal), nesta terça-feira (12) e confirmou que era o responsável pela contratação de influenciadores digitais para ataques ao Banco Central e defesa do Master e de Daniel Vorcaro. Influenciadores contratados já haviam prestado depoimentos e confirmaram as negociações.
Thiago foi interrogado na sede da PF, como suspeito de realizar as contratações e coordenar o "projeto DV", em referência às iniciais de Daniel Vorcaro e disse que o serviço se tratava de uma "gestão de crise". O empresário citou uma lista de páginas que foram contratadas e revelou que valores pagos chegariam a R$ 8 milhões.
A defesa de Thiago Miranda emitiu uma nota dizendo que o cliente não cometeu ilegalidades. "É necessário distinguir, com responsabilidade, o exercício regular de atividade profissional lícita — voltada à orientação comunicacional e à preservação reputacional de pessoas e organizações — de qualquer interpretação que procure atribuir a essa atuação finalidade ilícita, ofensiva ou institucionalmente desleal."
A nota ainda destacou que, ao contrário de versões divulgadas, "em nenhum momento a atuação profissional de Thiago Miranda e sua agência teve por finalidade atacar instituições públicas, autoridades, agentes públicos ou órgãos de Estado. Sua atividade sempre esteve circunscrita ao campo técnico da comunicação reputacional, da estratégia institucional e da gestão de crise, áreas legítimas de atuação profissional, especialmente em contextos de elevada exposição pública".
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