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Marqueteiro de Flávio Bolsonaro é citado em plano de Vorcaro contra o BC

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O marqueteiro Marcelo Lopes, que vai coordenar campanha de Flávio Bolsonaro, foi citado em plano de Vorcaro contra o BC  |   Bnews - Divulgação Arquivo Pessoal
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 12/05/2026, às 18h32



O marqueteiro Marcelo Lopes, conhecido como "Marcelão", coordenador de campanha à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), aparece no “Projeto DV”, apontado como um plano de ataques coordenados contra o Banco Central e servidores da autarquia. Segundo o Jornal Folha de São Paulo, o projeto teria sido contratado por Daniel Vorcaro, do Banco Master, e passou a ser investigado pela Polícia Federal após a identificação de publicações coordenadas feitas por influenciadores.

No documento, Marcelão é apresentado como integrante da “equipe de estrategistas”, ao lado de Thiago Miranda, da agência Mithi, e Anderson Nunes, da Unltd Network. A reportagem afirma ainda ter obtido comprovante de um Pix de R$ 650 mil enviado por Miranda a Marcelão em dezembro, período em que o plano estava sendo elaborado. Outros R$ 400 mil foram repassados à Unltd dois dias depois.

Marcelão negou participação na campanha e afirmou ter recebido a inclusão de seu nome “com surpresa e indignação”. Segundo ele, Thiago Miranda apenas comentou sobre “a possibilidade de eu entrar em um projeto grande”, mas ele recusou porque viajaria aos Estados Unidos no fim de dezembro. Também declarou desconhecer “qualquer suposta campanha de ataques ao Banco Central ou a servidores mencionados na investigação da Polícia Federal”.

Sobre o pagamento de R$ 650 mil, Marcelão disse que o valor correspondia a “pagamentos em atraso por serviços e consultorias profissionais anteriores realizados”. Ele afirmou que os trabalhos eram ligados à “produção de campanha publicitária no ambiente on e off e produção de vídeo”, mas alegou não poder revelar detalhes nem contratos por causa de “cláusulas de confidencialidade”.

Thiago Miranda, por sua vez, apresentou outra versão. Segundo ele, o nome de Marcelão foi incluído para “dar peso para o trabalho”, já que ele teria “um nome muito forte”. Miranda afirmou ainda que Marcelão deixou o projeto após descobrir que envolvia o Banco Master, alegando conflito de interesses. Disse também que o pagamento serviu para “assegurar que Marcelão realmente ajudasse no projeto” e que o dinheiro teria sido devolvido depois.

As divergências entre os dois aumentaram as dúvidas sobre o caso investigado pela PF. Segundo a reportagem, o “Projeto DV” teria movimentado cerca de R$ 8 milhões por meio da agência Mithi e organizado ataques coordenados ao Banco Central após a rejeição da compra do Banco Master pelo BRB e a decisão de liquidar a instituição financeira. Marcelão segue próximo de Flávio Bolsonaro e deve assumir oficialmente a coordenação de comunicação de sua campanha presidencial nas próximas semanas.

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