Justiça
Publicado em 12/03/2023, às 15h21 Cadastrado por Daniela Pereira
Já foi definida a indenização destinada aos trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão no dia 21 de fevereiro, em uma vinícola, em Bento Gonçalvez, Rio Grande do Sul.
Em depoimentos prestados ao Ministério do Trabalho, os trabalhadores contaram detalhes sobre o cotidiano dentro da empresa. A Fênix Prestação de Serviço fornecia mão de obra terceirizada para vinícolas da região, como Aurora, Salton e Cooperativa Garibaldi.
Em depoimento à Polícia Rodoviária Federal (PRF), um dos trabalhadores, de 36 anos, conta que os funcionários tinham de usar sua própria roupa de cama e travesseiro. “Um deles não tinha travesseiro e improvisava com a mochila para dormir”, relatou.
Ainda segundo esse funcionário, na véspera de fugir, foi trancado no quarto por quatro capangas. “Fui espancado com spray de pimenta, gravata no pescoço, pancadas com cabo de vassoura e mordida no ombro esquerdo. Depois, dois colegas chegaram e também foram espancados.” Ele diz ainda que houve uma “ordem de matar os trabalhadores baianos.”
Segundo informações do Ministério Público do Trabalho (MPT), os 207 trabalhadores que foram encontrados em condições análogas à escravidão em Bento Gonçalves devem receber em média R$ 29,5 mil cada um.
Segundo informações do Uol, os valores já definidos não impedem que sejam ajuizadas ações trabalhistas individuais pelos próprios trabalhadores contra as vinícolas e a empresa Fênix, destacou o MPT.
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